Petrobras assina primeiro contrato internacional com trabalhadores

Escrito Por Katiuscia Moreno Galhera Espósito

Neste 1º de maio, “Dia do Trabalho”, o primeiro “Acordo Internacional” da multinacional estatal “Petróleo Brasileiro S.A.”, ou Petrobras, com uma “Federação Internacional Sindical” completará um ano sem, entretanto, ter chegado a ser operado. O Acordo, no formato em que a Petrobras assinou, geralmente é firmado entre grandes multinacionais europeias e as “Global Union Federations” (GUFs) de determinado ramo (químico, têxtil, metalúrgico etc.).

As GUFs são “Federações Internacionais” de sindicatos que operam em âmbito transnacional, assim como as empresas multi ou transnacionais. O Acordo foi assinado pela “International Federation of Chemical, Energy, Mine and General Workers’ Unions” (ICEM), uma GUF do ramo químico.

Em teoria, tais Acordos operam “de cima para baixo”, isto é, são assinados geralmente nas “Direções de Recursos Humanos” ou “Relações Industriais” das matrizes das empresas e atuam em cascata até atingir a massa de trabalhadores em todos os países que a empresa em questão opera. Nos IFAs são previstas as principais “Convenções” e “Recomendações” da “Organização Internacional do Trabalho” (OIT), como a “liberdade de associação” e o “não emprego de trabalho escravo ou infantil”.

Por ser raro que uma empresa fora da “zona do euro” assine qualquer Acordo nesse formato, conhecido como “International Framework Agreement (IFA) entre os sindicalistas, o ato da Petrobras foi celebrado nos meios sindicais, pois é considerado um grande avanço no diálogo permanente entre capital e trabalho. Contudo, até o momento, ele não foi disponibilizado a fim de ser implementado pelos 80.500 trabalhadores dos 30 países nos quais a empresa opera*. Cabe ressaltar que na Petrobras a maior parte da mão-de-obra é terceirizada e não se beneficia das vantagens que os trabalhadores fixos gozam.

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Fonte:

* Ver:

http://www.icem.org/en/77-All-ICEM-News-Releases/4795-ICEM-Signs-16th-Global-Agreement-with-Petrobra

“Auto China 2012” aponta rumos do mercado automobilístico

Beijing recebe entre 23 de abril e 2 de maio a “Auto China 2012”, Feira de exposição automobilística que acontece no “Salão do Automóvel” da cidade, aberto ao público a partir de hoje, 27 de abril. A Mostra traz lançamentos de modelos de montadoras chinesas e estrangeiras, revelando certas tendências para o setor automobilístico do país.

Por um lado, os novos modelos apresentam o investimento realizado no mercado de luxo na China. Apesar de contar com apenas 9% do setor e de atualmente obter lucros menores no país do que nos Estados Unidos e Europa, o segmento aposta em uma maior demanda à medida que os consumidores chineses acumulam mais dinheiro e passam a exigir maior sofisticação de um automóvel*.

Por outro lado, as montadoras chinesas buscam superar o decréscimo de vendas em seu mercado interno nos últimos anos e o possível excesso de produção com o aperfeiçoamento mecânico e estilístico, mas, sobretudo, com a exportação de seus produtos e o estabelecimento de plantas produtivas em outros países, como os europeus e destacadamente os emergentes (da África, América Latina e Ásia), aproveitando as vantagens do preço final do automóvel chinês em relação a outros **.

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* Ver:

http://online.wsj.com/article/SB10001424052702304723304577365793666796540.html

** Ver:

http://online.wsj.com/article/SB10001424052702303459004577364533387768756.html

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Ver também:

http://www.bbc.co.uk/news/business-17811752

Ver ainda:

http://revistaautoesporte.globo.com/Revista/Autoesporte/0,,EMI303318-10142,00-VIDEO+SALAO+DE+PEQUIM.html

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México e os investimentos

Escrito Por Katiuscia Moreno Galhera Espósito

O México está à procura de investimentos. O atual Presidente, Felipe Calderón, após discursar para empresários na “Cúpula Empresarial das Américas” (um Fórum alternativo à “Cúpula das Américas”)*, foi no dia 23 de abril aos “Estados Unidos” (EUA) tentando impulsionar os investimentos versados no país junto aos investidores estadunidenses**. Os EUA são um dos maiores parceiros econômicos dos mexicanos.

O país, que ao lado de Argentina, Brasil, Canadá e “Estados Unidos” no continente americano integra o seleto grupo das 20 economias mais importantes do mundo (G-20), tem previsão de crescimento de 3,6% para este ano, em consonância com a “América Latina”, que prevê crescer 3,7% em 2012, de acordo com o “Fundo Monetário Internacional” (FMI)***.

De acordo com Augusto de la Torre, economista-chefe do “Banco Mundial para América Latina e Caribe”, uma das questões que o país deve solucionar é justamente o seu crescimento. Segundo o economista, mesmo com esse prognóstico, o país terá “ingressos importantes de capital”****.

O “Banco Mundial” não é o único otimista quanto ao futuro do México. A agência de ratingStandard & Poor’s” prevê que o país não sofra grandes abalos financeiros independente do vencedor nas eleições presidenciais em curso***** e o Citi espera que o país seja participante das 10 maiores economias mundiais em 2030, a despeito da “crise subprime” que abalou suas economias parceiras******.

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Fontes:

* Ver:

http://www.jornada.unam.mx/ultimas/2012/04/13/85989-dara-mensaje-calderon-a-empresarios-en-cumbre-de-las-americas

** Ver:

http://www.excelsior.com.mx/index.php?m=nota&seccion=seccion-nacional&cat=1&id_nota=828532

*** Ver:

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1077591-brasil-deixara-de-ser-sexta-economia-mundial-diz-fmi.shtml

**** Ver:

http://www.excelsior.com.mx/index.php?m=nota&seccion=dinero&cat=13&id_nota=827578

***** Ver:

http://www.excelsior.com.mx/index.php?m=nota&id_nota=829070&seccion=dinero&cat=13

****** Ver:

http://www.excelsior.com.mx/index.php?m=nota&seccion=&cat=0&id_nota=829072

Depois da Índia, Paquistão também testa míssil de longo alcance

O Paquistão testou nesta quarta-feira no Oceano Índico um míssil balístico de “longo alcance” com o nome de Shaheen 1A, informaram as autoridades em comunicado oficial.

No texto emitido, o ensaio é tido como um “êxito”.

Índia testa míssil de longo alcance

O projétil, cujo alcance exato não é precisado na nota, é uma versão melhorada do Shaheen 1, e seu lançamento acontece uma semana depois de a Índia, país vizinho e rival nuclear do Paquistão no Sul da Ásia, ter lançado um míssil de longo alcance com o nome de Agni e um raio de 5 mil quilômetros.

Os Governos de Islamabad e Nova Délhi permanecem envolvidos em uma corrida armamentista pela supremacia militar no Sul da Ásia, onde seus respectivos países são as únicas potências nucleares.

Índia e Paquistão disputam a região da Caxemira e travaram três guerras, em 1947, 1965 e 1971, além de alguns conflitos armados menores, desde que alcançaram sua independência, há 65 anos, após a divisão do subcontinente indiano pelo Reino Unido.

Efe
Fotografia fornecida pelo exército paquistanês mostra lançamento do míssil Shaheen 1A, em localização desconhecida
Fotografia fornecida pelo exército paquistanês mostra lançamento do míssil Shaheen 1A, em localização desconhecida

Fonte: Folha de São Paulo

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Após previsão de desaceleração do comércio internacional, ministros do G20 rejeitam protecionismo

O pronunciamento perante a provável condição do comércio internacional em 2012 veio de Puerto Vallarta, México, onde aconteceu encontro de ministros de Comércio do “Grupo dos 20” (G20) nos dias 19 e 20 de abril, no Fórum que reúne países de economias avançadas e emergentes mais importantes no contexto global. Continuar a lerApós previsão de desaceleração do comércio internacional, ministros do G20 rejeitam protecionismo

Mais uma acusação para Berslusconi

Escrito Por Katiuscia Moreno Galhera Espósito

Um dos homens mais poderosos da Itália, Ex-Primeiro-Ministro, dono da maior empresa de comunicação do país a “Radiotelevisione Italiana” (RAI) e de outras companhias, acusado de alguns casos de escândalo sexual, corrupção e identificado com excêntricas aparições públicas, Silvio Berlusconi está novamente envolto com a justiça. Continuar a lerMais uma acusação para Berslusconi

Recuperação moderada da produção de açúcar pode comprometer posição internacional do Brasil

A lenta recuperação da safra de cana-de-açúcar brasileira em relação à produção recorde em 2010/2011 pode ameaçar a posição do país no mercado global de açúcar e o atendimento da demanda interna por etanol, segundo alerta da UNICA (“União da Indústria de Cana-de-Açúcar”) na semana passada. Atualmente, o Brasil possui participação de 50% nas trocas comerciais do produto em escala global. Continuar a lerRecuperação moderada da produção de açúcar pode comprometer posição internacional do Brasil

FMI aumenta a prospecção de crescimento mundial e diminui a perspectiva brasileira

Escrito Por Katiuscia Moreno Galhera Espósito

Em relatório divulgado na última terça-feira, dia 17 de abril, o “Fundo Monetário Internacional” (FMI), revisou as perspectivas de crescimento dos países no relatório “Perspectiva Econômica Mundial”, demonstrando otimismo em relação às projeções realizadas no começo do ano. Continuar a lerFMI aumenta a prospecção de crescimento mundial e diminui a perspectiva brasileira

“Acordo de Livre Comércio EUA-Colômbia”

Um novo Acordo comercial entre Colômbia e os “Estados Unidos” foi anunciado no último domingo, 15 de abril, em reunião bilateral ocorrida após a conclusão da “VI Cúpula das Américas”, em Cartagena, Colômbia. O “Tratado de Livre Comércio” (TLC) foi firmado pelos presidentes Barack Obama, dos Estados Unidos, e Juan Manuel Santos, da Colômbia, e entrará em vigor dentro de um mês, em 15 de maio. Continuar a ler“Acordo de Livre Comércio EUA-Colômbia”

Guerra e paz no ciberespaço

Ameaças na internet obedecem a uma nova lógica global

É PROFESSOR DE HARVARD, JOSEPH, NYE, PROJECT SYNDICATE, É PROFESSOR DE HARVARD, JOSEPH, NYE, PROJECT SYNDICATE – O Estado de S.Paulo

Há dois anos, um código de computador defeituoso corrompeu o programa nuclear do Irã e destruiu várias das centrífugas usadas para enriquecimento de urânio. Do outro lado, recentemente o secretário de Defesa dos EUA, Leon Panetta, alertou para o perigo de um “Pearl Harbor cibernético”. Mas, afinal, o que sabemos realmente sobre o conflito cibernético? Continuar a lerGuerra e paz no ciberespaço