Delegações sul-coreanas se reúnem com novo líder da Coreia do Norte

Os chefes de duas delegações sul-coreanas se reuniram com o novo líder norte-coreano Kim Jong-un durante uma visita a Pyongyang nesta segunda-feira para prestar sua homenagem ao pai dele, Kim Jong-il, morto no dia 17, informou o Ministério da Unificação da Coreia do Sul.

A ex-primeira-dama da Coreia do Sul Lee Hee-ho, viúva do antigo presidente Kim Dae-Jung, se encontrou com o filho apontado como sucessor do ditador norte-coreano para oferecer suas condolências. Seul disse, porém, que a mulher se encontra em uma viagem particular e não apresenta uma mensagem do governo.

Um porta-voz afirmou que Lee e a chefe do grupo Hyundai, Hyun Jung-Eun, prestaram seus respeitos ao líder morto no Palácio Memorial Kumsusan e apresentaram suas condolências a Jong-un.

O marido morto de Lee começou uma política pioneira que ficou conhecida que “Sunshine Policy” (“política da luz do sol”, em tradução livre), numa tentativa de se relacionar com os norte-coreanos por meio de iniciativas diplomáticas.

France Presse
Ex-primeira-dama da Coreia do Sul Lee Hee-ho encontra autoridades norte-coreanas em Kaesong
Ex-primeira-dama da Coreia do Sul Lee Hee-ho encontra autoridades norte-coreanas em Kaesong

A viúva conheceu Kim Jong-durante uma conferência em 2000, e disse que esperava que sua visita à Coreia do Norte ajudasse a melhorar as relações na península. “Enquanto estava no poder, Kim Jong-il, enviou uma delegação com condolências a Seul quando meu marido morreu em 2009. Acredito ser nosso dever expressar nossas condolências também”, defendeu.

DELEGAÇÕES

As duas únicas delegações sul-coreanas autorizadas por Seul a viajar para a Coreia do Norte para dar seus pêsames pela morte do ditador Kim Jong-il, falecido no dia 17 de dezembro, cruzaram nesta segunda-feira a fronteira entre os dois países, segundo a agência de notícias sul-coreana Yonhap.

Pyongyang advertiu no domingo a Seul de consequências “catastróficas” nas relações bilaterais se não permitisse que os cidadãos sul-coreanos que desejassem expressar suas condolências pela morte de Kim se desloquem até a Coreia do Norte.

As duas comitivas somam no total 19 pessoas e estão lideradas respectivamente pela presidente do grupo Hyundai, Hyun Jeong-eun, e a ex-primeira-dama Lee Hee-ho.

Seul decidiu autorizar a viagem destas duas personalidades e seus acompanhantes porque a Coreia do Norte enviou delegações quando seus respectivos maridos morreram, ambos promotores ativos da reconciliação entre as duas Coreias durante a década passada.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1026273-delegacoes-sul-coreanas-se-reunem-com-novo-lider-da-coreia-do-norte.shtml

Haitianos pagam até US$ 300 para coiotes que os trazem ao Brasil

Os haitianos que usam o Acre como porta de entrada para o Brasil pagam até US$ 300 a bolivianos que montaram um esquema de imigração ilegal para atendê-los, informam os enviados especiais a Brasileia, no Acre, Gustavo HennemannJoel Silva (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

Conhecidos como coiotes –uma referência aos agentes que guiam imigrantes clandestinos na fronteira entre México e EUA–, eles buscam os haitianos em Iñapari, no Peru, e seguem até Cobija, cidade boliviana separada de Brasileia (231 km de Rio Branco) apenas pelo rio Acre.

Ativista indiano deve começar nova greve de fome contra corrupção

A dinastia Gandhi que governou a Índia na maior parte dos 64 anos desde que ela conquistou a independência vem perpetuando a pobreza no país, acusaram líderes ativistas anticorrupção nesta segunda-feira que organizam um protesto por uma lei mais dura sobre o assunto.

Uma greve de fome de três dias prometida pelo ativista Anna Hazare, 74, e uma manifestação que espera contar com a presença de milhares de indianos querem pressionar o Congresso a aprovar novas regras que verifiquem ações ilegais dos políticos na Índia.

Em agosto, Hazare fez uma greve de que durou 12 dias, na qual perdeu mais de 7 kg, para protestar contra os desvios de conduta das autoridades do país e em defesa de uma lei para reforçar a luta contra a corrupção.

Prestes a parar de comer novamente, o ativista e seus simpatizantes afirmam que suas demandas não são negociáveis e se recusam a acatar o pedido do governo, que quer que os manifestantes esperem o parecer do Parlamento sobre a lei proposta antes de iniciarem a greve de fome e a onda de protestos. Os parlamentares devem debater o assunto na terça-feira.

“Por 25 anos temos lutado contra a corrupção. Os congressistas sentem que esse movimento é contra eles. Mas peço que me digam quantas vezes nesses 25 anos lideramos movimentos contra eles?”, questionou Hazare.

Associated Press
Manifestante participa de ato contra corrupção em Mumbai, um dia antes de greve de fome de Hazare
Manifestante participa de ato contra corrupção em Mumbai, um dia antes de greve de fome de Hazare

A Índia é um dos países que com o ritmo de crescimento mais avançado da Ásia, mas boa parte de sua população de aproximadamente 1,2 bilhão de habitantes sofre de má nutrição e não tem acesso a serviços básicos, como eletricidade.

Hazare planeja começar sua greve de fome amanhã na cidade de Mumbai. Quase 100 mil pessoas já se inscreveram on-line para expressar apoio em pelo menos um dos três dias da manifestação com piquetes e passeatas pela cidade.

ATIVISTA

Opositores têm criticado o rascunho de lei anticorrupção defendido pelo governo por ser muito brando. Eles exigem que o premiê também seja submetido ao controle de uma agência fiscalizadora, o que o projeto atual não prevê.

Em agosto, uma greve de fome de 12 dias atraiu a atenção de todo o país para o chamado de Hazare, que chegou a ser recebido pelo primeiro-ministro, Manmohan Singh.

A greve de fome de Hazare provocou uma onda de simpatia popular nas principais cidades indianas e seu protesto foi considerado como a maior mobilização contra a corrupção desde a independência do país, em 1947.

O ativista iniciou um movimento contra a corrupção em 1991 e fez com que seis ministros fossem retirados do governo e outros 400 funcionários fossem demitidos, sempre com greves de fome e sem enfrentar ninguém violentamente.

France Presse
Ativista Anna Hazare, ao centro, promete greve de fome de três dias a partir de terça-feira
Ativista Anna Hazare, ao centro, promete greve de fome de três dias a partir de terça-feira

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1026291-ativista-indiano-deve-comecar-nova-greve-de-fome-contra-corrupcao.shtml

 

Mais funcionários cubanos passam a trabalhar por conta própria

O governo cubano de Raúl Castro decidiu estender um programa iniciado há quase dois anos que transforma funcionários de empresas púbicas de serviços em trabalhadores por conta própria como parte de suas reformas econômicas, informou nesta segunda-feira a imprensa oficial.

Os novos trabalhadores privados do programa passarão a alugar do Estado os locais onde atualmente trabalham. São pessoas que trabalham em empresas estatais provinciais de carpintaria, tapeçaria, joalheria, fotografia, sapataria, equipamentos eletrônicos, entre outras.

Alejandro Ernesto/Efe
Mulher compra sorvete em Havana; mais cubanos passam a trabalhar por conta própria
Mulher compra sorvete em Havana; mais cubanos passam a trabalhar por conta própria

“A partir de 1º de janeiro e de forma gradual neste ano, os trabalhadores assalariados de empresas provinciais (estatais) de Serviços Pessoais, Técnicos e do Lar, integrarão o sistema de gestão econômica de arrendamento de locais e áreas como trabalhadores por conta própria”, afirma o jornal oficial “Granma“.

O jornal do Partido Comunista destaca que a medida começará a ser aplicada em seis das 15 províncias cubanas, incluindo Havana, e que se estenderá ao resto do país de forma progressiva. O veículo não informa o número de trabalhadores envolvidos nesta nova etapa do processo.

Em abril de 2010, Raúl Castro decidiu que os empregados das barbearias e cabeleireiros estatais passariam a um regime especial experimental como trabalhadores privados, alugando os locais e equipamentos de trabalho do Estado, pagando, além disso, impostos e uma cota de segurança social.

A experiência foi bem avaliada pelo governo, que resolveu estendê-la a outros serviços, com o objetivo de reduzir o enorme plantel do Estado e tentar tornar eficiente o esgotado modelo econômico centralizado, de cunho soviético, vigente na ilha há meio século.

Em outubro de 2010, Fidel Castro dispôs a ampliação do trabalho privado, e atualmente 357 mil cubanos ganham a vida desta forma, segundo dados oficiais.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1026318-mais-funcionarios-cubanos-passam-a-trabalhar-por-conta-propria.shtml