Bolívia promulga lei que veta construção de estrada financiada pelo Brasil

O presidente da Bolívia, Evo Morales, promulgou na noite de segunda-feira (24) uma lei sancionada pelo Congresso que veta a construção de uma estrada com financiamento brasileiro através da reserva natural do Tipnis (Território Indígena Parque Nacional Isiboro Sécure), no centro do país. Continuar a lerBolívia promulga lei que veta construção de estrada financiada pelo Brasil

Vazam na web dados pessoais de quase toda a população de Israel

Foram liberadas na rede as informações referentes a 2006 de mais de 9 milhões de moradores do país; ex-funcionário do governo foi preso como suspeito.

Os dados pessoais de mais de 9 milhões de israelenses (mais do que a população atual do país, 7,8 milhões) estão disponíveis na Internet, de acordo com informações dos sites Fast Company e ZD Net. De acordo com a ILITA (Autoridade em Tecnologia, Informação e Leis de Israel), o vazamento dos dados aconteceu em 2006 – assim, muitos referem-se a pessoas que ja morreram, além de registros duplicados.

As informações das pessoas incluem relações familiares, endereços, data de nascimento, números de identificação pessoal (como RG, por exemplo) e informações de saúde detalhadas de cada pessoa, além de dados sobre as datas de nascimento dos pais de centenas de milhares de israelenses adotados (crianças inclusas).

Um fornecedor do governo de Israel suspeito de estar por trás do vazamento foi preso na segunda (24), segundo autoridades do país. Ele trabalhava no Ministério do Bem-Estar de Israel e é acusado de realizar o roubo da base de dados biométrica do país há cerca de cinco anos. Ele tinha acesso a esse enorme banco de informações, que faz parte do registro populacional de Israel, por meio de seu escritório.

De acordo com o site Yeshiva World News, o cibercriminoso vendeu os dados para ao menos outros seis suspeitos no total. Todos foram presos e não podem deixar o país. Um deles chegou a criar um programa que dava acesso a ficha completa do cidadão, apenas digitando o nome em um formulário.

Como aponta a reportagem do Yeshiva, uma busca rápida pela Internet revela vários resultados de cópias da base de dados da população israelense sob o nome de “Agron 2006”, título escolhido por um dos suspeitos do caso ao fazer upload dos dados para a web.

Fonte: http://idgnow.uol.com.br/seguranca/2011/10/25/vazam-na-web-dados-pessoais-de-quase-toda-a-populacao-de-israel/

Líderes de ex-regime cambojano são julgados por crimes de guerra

O grande julgamento dos Khmers Vermelhos se abriu em junho em Camboja, mas está longe de terminar. Novas audiências estão marcadas para o dia 21 de novembro, quando os principais dirigentes do regime ainda vivos, alguns octogenários, devem responder pela morte de cerca de dois milhões de pessoas. Continuar a lerLíderes de ex-regime cambojano são julgados por crimes de guerra

Governo não irá à audiência sobre Belo Monte na OEA

O governo brasileiro não enviará representantes à audiência convocada pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) para tratar sobre o processo de licenciamento e construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. O governo foi convocado na semana passada para essa reunião fechada, que será realizada em Washington, na próxima quarta-feira. O Itamaraty confirmou que o Brasil foi convidado, mas que não participará.

Em nota, organizações que representam comunidades indígenas, também convocadas, criticaram a postura do governo. Segundo elas, “a decisão expõe a covardia de um governo que, sabendo das ilegalidades e arbitrariedades cometidas no processo de licenciamento e construção de Belo Monte, evita ser novamente repreendido publicamente pela comissão”.

Ainda na nota, acrescentam que “o Estado brasileiro dá ao mundo um triste exemplo de autoritarismo e truculência, deixando claro que o País estará fechado para o diálogo quando for contrariado em instâncias internacionais”. Assinam o documento o Movimento Xingu Vivo para Sempre, Justiça Global, Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos, Prelazia do Xingu, Conselho Indigenista Missionário, Dignitatis – Assessoria Técnica Popular, Movimento de Mulheres de Altamira Campo e Cidade, Rede Justiça nos Trilhos, Associação dos Indígenas Juruna do Xingu do km 17, Mutirão pela Cidadania e Mariana Criola – Centro de Assessoria Popular.

Fonte: http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,governo-nao-ira-a-audiencia-sobre-belo-monte-na-oea,89490,0.htm

Brasil consegue aprovar 1ª discussão sobre impacto do câmbio na OMC

O Brasil conseguiu aprovar na Organização Mundial do Comércio (OMC) a realização de um seminário para discutir a relação entre câmbio e comércio internacional. Será a primeira vez que a OMC vai debater a questão cambial, assunto até então proibido no âmbito do órgão. A aprovação da proposta brasileira, apresentada ao Grupo de Trabalho sobre Comércio, Dívida e Finanças do órgão, ganha importância por ter recebido apoio de todos os membros do grupo, inclusive Estados Unidos e China. “Estamos superando um tabu que é o de não se falar em taxas de câmbio na OMC. Evidentemente, há disposição dos membros em colocar o assunto em pauta”, disse o embaixador do Brasil na OMC, Roberto Azevedo.

O seminário deve ser realizado no primeiro trimestre de 2012, mas ainda não tem local definido, formato ou teor. A ideia é convidar membros dos governos, setor privado e acadêmicos de vários países, Banco Mundial, Fundo Monetário Internacional (FMI) e Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (Unctad), entre outros, para aprofundar as discussões. Azevedo comemorou a decisão. “Dentro do gradualismo das decisões da OMC, não podíamos esperar um resultado melhor dessa reunião que aconteceu hoje”, acrescentou o embaixador.

Para especialistas consultados pela Agência Estado, a aprovação da proposta brasileira representa o reconhecimento de que o câmbio é um problema que afeta as relações comerciais. Até então, o consenso entre os países membros era de que a OMC não era o fórum adequado para se discutir a questão cambial. Avaliar as causas que levaram ao desalinhamento do câmbio, para a maioria dos membros, ainda é uma competência do FMI, mas a OMC pode e deve examinar os impactos da oscilação cambial sobre o comércio – desde que não entre no mérito dos motivos que levaram a essa situação.

Também segundo os analistas, não há consenso entre os países sobre a criação de novas regras para regular a questão. Pelo contrário, há até ceticismo, já que a OMC não edita novas normas sobre qualquer tema há 16 anos. Mas a aprovação da realização do seminário é vista como condição necessária para suscitar a questão – embora o evento, em si, não seja suficiente.

Para o ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior Miguel Jorge, esta é uma “decisão histórica” da OMC. “Embora seja apenas o começo, só o fato de a OMC ter aceitado discutir o assunto é importantíssimo. Isso sinaliza uma boa vontade da OMC em discutir o assunto, algo que nunca aconteceu”, afirmou.

O embaixador Rubens Barbosa ressaltou que a decisão da OMC é “um passo na direção correta”, mas ponderou não se deve esperar resultados no curto prazo. “Não devemos esperar nenhum resultado imediato. É um processo longo, que está apenas começando”, disse. Barbosa destacou que não há disposição da China e Estados Unidos em aprovar qualquer regra nova na OMC que diga respeito ao câmbio. “É claro que vai haver oposição contra qualquer mudança de regras por parte desses dois países, mas só o fato de Estados Unidos e China não terem barrado a realização do seminário já é muito interessante.”

Embora o Brasil tenha legitimidade para levantar discussões sobre a questão cambial, há desconfiança por parte dos membros da OMC sobre as reais intenções do País. A elevação, pelo Brasil, do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em 30 pontos porcentuais para carros importados, uma violação clara dos princípios da OMC, foi mal recebida pelos membros da OMC. A avaliação é de que o País ficou estigmatizado e terá de reconquistar a confiança para liderar discussões sobre o câmbio.

Para o ex-ministro da Fazenda, diretor da Faculdade de Economia da Fundação Armando Alvares Penteado (Faap) e embaixador Rubens Ricupero, não há dúvidas de que, se for questionado, o Brasil perderá a discussão na OMC sobre a elevação do IPI. “Fica muito difícil de defender uma medida dessas, que viola o princípio básico de não discriminação da OMC, mesmo que se diga que foi uma forma de se defender das manipulações cambiais de outros países”, afirmou. “Mas o Brasil tem legitimidade para levantar discussões sobre o câmbio porque é uma das maiores vítimas da manipulação da moeda”, disse, ressaltando que não se deve esperar efeitos práticos no curto prazo.

Ricupero destacou que ainda impera entre os membros a visão de que o câmbio é uma questão a ser discutida no FMI. “É muito claro que isso não é verdade e também deve ser discutido na OMC, pois mudanças bruscas e manipulações cambiais apagam em uma só penada negociações que levaram anos e esforços gigantescos em baixar tarifas.”

Segundo o economista da Tendências Consultoria Integrada, Silvio Campos Neto, embora a discussão do câmbio no âmbito da OMC seja importante para pressionar os países que manipulam suas taxas, esse não é o maior problema do Brasil no comércio internacional. “É uma discussão válida e pertinente, mas talvez seja muito exagerado colocar o câmbio como o causador de problemas externos. Temos outras restrições e problemas estruturais que nos prejudicam”, afirmou.

Na avaliação de Campos Neto, a indústria manufatureira tem um problema estrutural de competitividade, especialmente os setores mais intensivos em mão de obra, que arcam com altos custos de produção. O economista também é cético em relação à intromissão de alguma instituição global sobre a política cambial interna de cada nação. “Não devemos migrar para uma situação dessas tão cedo, nem no médio prazo”.

Fonte: http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,brasil-consegue-aprovar-1-discussao-sobre-impacto-do-cambio-na-omc,89478,0.htm

Irã afirma ter desenvolvido arma eletromagnética

O Irã anunciou neste domingo que especialistas do país desenvolveram uma arma eletromagnética que dispara balas de aço sem utilizar pólvora ou gás impulsor, informou a agência local Fars. Segundo a fonte, a nova arma se chama “railgun” e é capaz de disparar trinta balas de aço do calibre de 8 mm por minuto.

A arma, muito silenciosa, precisa de dois segundos para recarregar entre cada bala e os projéteis atingem uma velocidade de 330 m/s, próxima à velocidade do som.

Por não utilizar pólvora e ser silenciosa, este tipo de arma pode ser especialmente útil em lugares onde há um forte perigo de explosão ou incêndio, como instalações petrolíferas e de gás, aviões e arsenais militares.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5430515-EI294,00-Ira+afirma+ter+desenvolvido+arma+eletromagnetica.html