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	<description>Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais</description>
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		<title>NA SUÉCIA, A SALA DOS INIMIGOS É DA PAZ</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Apr 2010 20:55:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Olga Weinheber</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra dos Trinta Anos]]></category>
		<category><![CDATA[Läckö]]></category>
		<category><![CDATA[Suécia]]></category>

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		<description><![CDATA[No início dos tempos Deus não disse para os suecos “Aqui será a terra de vocês. Nasçam nela, trabalhem e sejam felizes!”.  A Suécia de hoje é o resultado de séculos de guerras, de trabalho pesado e de muita política.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">No início dos tempos Deus não disse para os suecos “<em>Aqui será a terra de vocês. Nasçam nela, trabalhem e sejam felizes!</em>”.  A Suécia de hoje é o resultado de séculos de guerras, de trabalho pesado e de muita política.</p>
<p style="text-align: justify;">Grande parte da capacidade política dos suecos encontra-se numa sala de tamanho médio, no “<strong>Castelo de Läckö</strong>”. Lá, existe a Sala dos Inimigos, ou, a Sala da Paz. Pelas quatro paredes há retratos a óleo da maioria dos dirigentes de países europeus que viveram ao redor da época da Guerra dos Trinta Anos, no século 17, período em que ocorreu a Guerra dos Trinta Anos (1630), na qual a Suécia se envolveu.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois da brilhante vitória em Breitenfeld, em 1631, o sucesso sueco continuou e 100 cidades alemãs foram tomadas. Além delas, também foi conquistada a parte mais rica da cidade de Praga, na Tchecoslováquia.</p>
<p style="text-align: justify;">Na “<strong>Paz de Westfália</strong>”, que marcou o nascimento de um novo sistema internacional, em 1648, a Suécia tinha conquistado grandes áreas da Alemanha, como gordos pedaços da Pomerânia, Wismar, Bremen-Verden (menos a cidade de Bremen) e os condados de Wildehausen e de Thedigenhausen. Após uma nova guerra contra a Dinamarca, a “<strong>Paz de Roskilde</strong>”, em 1658, recebeu o Skane, Halland, Blekinge, a Ilha de Bornholm e Trondheim, na orla do Oceano Atlântico.</p>
<p style="text-align: justify;">Então a nação mais poderosa da região do Mar Báltico, a Suécia tinha vez e voz no “<strong>Parlamento da Alemanha</strong>”. Para chegar a esse ponto precisou lutar durante 90 anos, o que lhe gerou significativos inimigos. Essa glória durou 161 anos, 111 dos quais foram de pura guerra. Destacando-se que os soldados suecos e finlandeses lutavam no Mar Ártico, aos pés dos Alpes e da ocidental cidade de Estrasburgo, na França, até a oriental Moscou. E isso significou muitos anos de sofrimento aos povos da Dinamarca, da Rússia, do Mar Báltico e da Polônia, assim como de muitas cidades da Alemanha.</p>
<p style="text-align: justify;">Os governantes de todos esses países odiavam os governos suecos, pois um rei sueco morria, mas seu sucessor continuava fiel às políticas do país, mostrando o exercício de uma política de Estado. Aqui não cabem as listas de nomes de reis, rainhas, príncipes, primeiros-ministros e de generais que lutavam – e perdiam – para os suecos. Eles são inúmeros.</p>
<p style="text-align: justify;">Os mais importantes inimigos da Suécia de então têm, até hoje, seus retratos a óleo nas quatro paredes da “<strong>Sala da Paz</strong>”, no Castelo de Läckö. Estão lá desde o século 17, enquanto os soldados suecos lutavam contra todos os países aqui mencionados.</p>
<p style="text-align: justify;">Políticos espertos, aqueles reis suecos faziam o que era esperado deles e faziam com grande competência porque tinham sido treinados. Mas não cultivavam ódios. Apenas jogavam o jogo da política, onde se vence ou se perde.</p>
<p style="text-align: justify;">Historicamente, os escandinavos não cultivam ódios. Quando o Brasil elimina a Suécia de uma Copa do Mundo e chega à partida final, os suecos torcem pelo Brasil “<em>porque ele é tão bom que chegou à partida final</em>”.  É este sentimento de distância do inimigo que está fisicamente exposto no Castelo de Läckö. Vale visitar este Castelo, pois ele ilustra como se comportam os estadistas e os povoas acostumados a serem governados por homens desta envergadura.</p>
<p style="text-align: justify;">Construído em 1298, o Castelo de Läckö mostra ao mundo a maneira sueca de tratar os inimigos (diríamos maneira humana e civilizada?). Numa época absoluta de reis, esses homens do século 17 deixaram o recado de sua forte democracia. Diante da “<strong>Sala dos Inimigos</strong>”, ou a “<strong>Sala da Paz</strong>”, nós latinos, desacostumados a comportamentos como esses ficamos embasbacados. Com naturalidade uma guia turística certamente informará que naquelas quatro paredes estão os retratos dos políticos e governantes inimigos do governo sueco de então.</p>
<p style="text-align: justify;">Comportamento como esse, de colocar em prédio público, uma sala repleta de quadros a óleo, dedicada aos inimigos do país, talvez só possa ser visto na Suécia, no Castelo de Läckö, a poucos quilômetros de Gotemburgo.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando essa sala foi inaugurada o Castelo de Läckö pertencia ao riquíssimo Conde Magnus Gabriel De La Gardie e à sua esposa Princesa Eufrosina do Palatinado-Zweibrücken, irmã do Rei Carlos X Gustavo. (O atual Rei da Suécia é Carlos XVI Gustavo).</p>
<p style="text-align: justify;">A partir de 1654, e durante 25 anos, De La Gardie  cuidou da conservação de Läckö, transformando uma fortaleza renascentista em um esplendoroso palácio barroco, recheado pela melhor arte da época. Os pisos originais, de madeira, estão protegidos por decks também de madeira, onde os turistas  pisam em segurança.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma apoteose à “<strong>Guerra dos Trinta Anos</strong>”, esta Sala fica no segundo andar e é vizinha da “<strong>Sala da Áustria</strong>”,  da “<strong>Sala de Desenho</strong>” e da “<strong>Sala do Rei</strong>”, outra apoteose à “<strong>Guerra dos Trinta Anos</strong>”, na qual a Suécia foi “<em>top</em> de linha’. A elite dos artistas contratados por Magnus Gabriel De La Gardie  são os responsáveis pela grandeza da decoração.</p>
<p style="text-align: justify;">Podendo usar apenas a imaginação, admitamos que as reuniões sobre a movimentação bélica acontecessem sob os olhares dos inimigos da Suécia. É o mesmo que a Casa Branca ter nas paredes de uma sala as fotos coloridas de Ozama Bin Laden, de Saddam Hussein, Mao Tse-Tung e de Ahmadinejad. E sob esses retratos o presidente dos Estados Unidos e seu Estado Maior deliberarem o quê fazer contra os retratados! Tal sala faria manchetes!</p>
<p style="text-align: justify;">Para qualquer pessoa, uma guerra estica os nervos dos participantes. Na guerra a cabeça explode, porque já esquentou muito antes. Menos na Suécia, que no século 17 mostrou ao mundo que é possível olhar para o inimigo, dentro de nossa casa, manter a cabeça fria e realizar atos positivos – e muito bem estudados – que levem a vencer a guerra. Seja ela qual for. E a Suécia venceu.</p>
<p style="text-align: justify;">Eis um exemplo para o nosso tempo, como para todos os tempos.</p>
<p style="text-align: justify;">Pode-se dizer que foi a inauguração do atual benchmarking.</p>
<p style="text-align: justify;">No século 17, sem telefone, nem de manivela, o máximo de benchmarking eram os retratos a óleo e o raciocínio do estrategista, pensando como refletia aquele que estava retratado, ali na parede. Eles permanecem como acervo artístico do Castelo de Läckö, mas a função deles foi inspirar ações contrárias. Quem sabe os suecos olhavam os retratos, encarando os inimigos e perdendo o medo deles. Não pixavam, nem jogavam ovos! Praticavam a concentração, base da vitória, estudando o inimigo de perto. Foi uma forma de “<em>aliar-se</em>” aos inimigos, respeitando uma distância higiênica.</p>
<p style="text-align: justify;">É um exemplo que poderia ser seguido nos dias de hoje, nos quais os comportamentos elegantes típicos de estadistas estão sendo substituídos por bravatas, egocentrismos, agressões e ofensas aos seus e às tradições, que devem respeitadas, mesmo que sejam as pertencentes aos piores inimigos.</p>
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		<title>EUROPA Y BRASIL: ENCUENTROS, DESENCUENTROS Y ENCONTRONAZOS</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Feb 2010 18:27:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Ayllón</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[MERCOSUL]]></category>
		<category><![CDATA[União Européia]]></category>

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		<description><![CDATA[Entender el cambio cuantitativo y cualitativo en las relaciones de la Unión Europea (UE) hacia Brasil, y comprender el proceso de superación de las históricas desconfianzas brasileñas hacia el bloque europeo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong>Por Bruno Ayllón</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: small;">Entender</span></strong> el cambio  cuantitativo y cualitativo en las relaciones de la Unión Europea (UE)  hacia Brasil, y comprender el proceso de superación de las históricas  desconfianzas brasileñas hacia el bloque europeo, es una buena forma de  contextualizar la asociación estratégica que, desde la Cumbre UE &#8211;  Brasil de Lisboa, en julio de 2007, se ha puesto en marcha y que emite,  más allá de su dimensión bilateral, una clara señal hacia los países de  América Latina: sigan el ejemplo brasileño si quieren crecer  económicamente y si desean sociedades más cohesionadas, con distribución  de la riqueza e inclusión social, en un marco de estabilidad política  alejado de las tentaciones populistas y autoritarias, con una visión de  largo plazo y políticas de Estado que les otorguen el prestigio y el  reconocimiento internacional, condición necesaria para la atracción de  inversiones y la generación de un clima favorable a los negocios.</p>
<p style="text-align: justify;">En  estos días de febrero, cuando el comité Unión Europea-Brasil que  realiza el seguimiento de la asociación estratégica se reúne en Madrid,  con motivo del semestre de la presidencia española, quizás convenga  recordar los antecedentes de una relación que ha sufrido demasiados  encontronazos e incomprensiones mutuas.</p>
<p style="text-align: justify;">Las relaciones de  Brasil con la UE, en la perspectiva de la política exterior brasileña,  se sitúan dentro del eje asimétrico de sus relaciones internacionales,  es decir, aquellas establecidas con países y bloques con los que existía  un significativo diferencial de poder, principalmente los Estados  Unidos, los países europeos más desarrollados y la Comunidad Económica  Europea. La reducción del tamaño político en términos de poder e  influencia de esta asimetría y el acercamiento en cuanto a los  parámetros cuantitativos de tipo económico entre el Brasil actual y  estas potencias, son algunos datos que explican el acercamiento  euro-brasileño, algo impensable veinte años atrás.</p>
<p style="text-align: justify;">Históricamente,  Brasil siempre miró hacia Europa con una mezcla de desconfianza y de  esperanza no materializada, en la medida en que el modelo político y  social europeo encontraba eco en sectores políticos y económicos  brasileños y abría un espacio de inserción internacional para el país,  alternativo al del eje Brasilia-Washington, pero que al mismo tiempo  obstaculizaba con la política comercial europea los anhelos exportadores  de Brasil hacia el mercado comunitario.</p>
<p style="text-align: justify;">Si comercialmente, las  relaciones eran de discordia y de continuas reclamaciones brasileñas  ante el GATT y su sucesora, la OMC, lo cierto es que en el campo de la  cooperación política, Brasilia y Bruselas siempre se esforzaron por  fortalecer sus vínculos y los canales de diálogo. En 1958, Brasil  solicitó a la CEE la creación de un mecanismo permanente de consulta y  fue, el 24 de mayo de 1960, el primer país latinoamericano que  estableció relaciones diplomáticas con la Comisión.</p>
<p>Posteriormente,  en 1973, se firmó un acuerdo CEE-Brasil, de los denominados como de  &#8220;primera generación&#8221;, al que siguió un acuerdo de &#8220;segunda generación&#8221;,  en 1980, y una dinámica de concertación y diálogo favorecida por la  redemocratización brasileña (1984), el ingreso de España y Portugal en  la CEE (1986), las primeras iniciativas de integración subregional que  antecedieron al MERCOSUR (Acta de Iguazú, 1985) y el diálogo político de  la UE con el Grupo de Río (1986). En 1992, se firma un acuerdo marco  bilateral de cooperación y en 1995, el acuerdo marco de cooperación  interregional UE &#8211; MERCOSUR, que culmina en el siglo XX, el marco  jurídico de las relaciones euro-brasileñas.</p>
<p style="text-align: justify;">Los cambios políticos  en Brasil favorecieron y/o retrasaron un mayor acercamiento con la Unión  Europea. Debía añadirse además la apuesta comunitaria por un esquema de  relaciones mediatizado por la preferencia en el diálogo y la  cooperación con el MERCOSUR, que en los años 90 aún era operativo y  ofrecía esperanzas de cooperación y desarrollo en el Cono Sur, pero que  está agotado hoy en día, debido a la irrelevancia hacia la que se  encamina el bloque y a la diversificación de los intereses políticos y  económicos reales (que no los retóricos de las declaraciones  presidenciales de las Cumbres del MERCOSUR) de su principal socio:  Brasil.</p>
<p style="text-align: justify;">Para el gobierno de Cardoso (1995-2002), la Unión Europea  fue &#8220;el socio más importante del MERCOSUR&#8221;. Pero esta hermosa  declaración no se materializó al no conseguirse concretar un acuerdo de  libre comercio interregional, al entrar en crisis el MERCOSUR, a partir  de 1999, y al sentirse el impacto negativo de la ampliación de la UE  hacia el Este y del lanzamiento de la Ronda de Doha de la OMC, lo que  irremediablemente obligaba a esperar a su conclusión para avanzar en las  negociaciones interregionales.</p>
<p style="text-align: justify;">Para el gobierno de Lula  (2003-2010) la Unión Europea era apenas &#8220;un socio importante&#8221;. La  diferencia del matiz respecto a la etapa de Cardoso es significativa. En  la etapa de Lula, y aunque la asociación estratégica augura un final  feliz de la relación, lo cierto es que aumentaron los &#8220;encontronazos&#8221; y  los &#8220;desencuentros&#8221; entre Brasil y la UE.</p>
<p>Basta recordar  episodios como las demandas brasileñas en varias controversias  comerciales en el seno de la OMC; la creación del G- 20 en la reunión de  Cancún donde el canciller Amorim planteó la configuración de una &#8220;(&#8230;)  nueva correlación de fuerzas que ha roto la tradicional dinámica de  bipolaridad en el sistema GATT/OMC entre la UE y los EEUU&#8221;; el duro  enfrentamiento verbal entre Mandelson (comisario de comercio de la UE) y  Amorim previo a la ruptura de negociaciones en la cumbre de Hong-Kong  de la OMC; y más recientemente la adopción por Brasil, en 2006, del  estándar japonés de televisión digital, en vez del europeo.</p>
<p style="text-align: justify;">El  salto cualitativo en las relaciones UE &#8211; Brasil se formaliza cuando, en  mayo de 2007, la Comisión Europea presenta una comunicación al Consejo y  al Parlamento titulada <a href="http://eur-lex.europa.eu/LexUriServ/LexUriServ.do?uri=COM:2007:0281:FIN:ES:PDF" target="_blank">&#8220;Hacia una Asociación Estratégica Unión Europea &#8211;  Brasil&#8221;</a> , donde se reconoce a Brasil como líder global con  responsabilidades (políticas, ambientales&#8230;); paladín de los países en  desarrollo en la ONU y en la OMC a la vez que articulador de coaliciones  con países del Sur (IBSA) y en la Cooperación Sur-Sur; líder natural en  Sudamérica y protagonista en el fomento a la integración (MERCOSUR y  UNASUR), proporcionando estabilidad y prosperidad regional; importante  socio comercial y núcleo de inversión de la UE y poseedor de enormes  recursos naturales, con nichos de excelencia científica y académica,  gran diversidad industrial, un vasto mercado interior y capacidades en  la producción energética y el desarrollo sostenible.</p>
<p style="text-align: justify;">Con estas  credenciales, y bajo la presidencia comunitaria de Portugal, se celebró  en Lisboa, en julio de 2007, la 1ª cumbre UE-Brasil de nivel  presidencial, donde se presentó el modelo de &#8220;Asociación Estratégica&#8221;  que abrió las puertas a las cumbres bilaterales de Río de Janeiro (2008)  y Estocolmo de 2009. Junto a un plan de acción conjunto en ámbitos como  el comercio, la energía, el multilateralismo y la ciencia y la  tecnología, se estableció el funcionamiento del comité ministerial que,  en esta ocasión, se ha reunido en Madrid, el 15 de febrero de 2010.</p>
<p style="text-align: justify;">¿Qué  factores explican este acercamiento UE-Brasil, plasmado en un mecanismo  de Asociación Estratégica, que Bruselas reserva a los países emergentes  que despuntan en esta primera década del siglo XXI? Sin duda, estos  factores son múltiples y no siempre se han explicitado formalmente, por  el lógico recato diplomático y para evitar la insatisfacción mal  disfrazada que se respira en Buenos Aires y en otras capitales  sudamericanas ante la opción preferencial de la UE a favor de Brasil.</p>
<p style="text-align: justify;">Un  primer factor está asociado, como se ha avanzado al principio del  artículo, a la disminución del enorme diferencial de poder (político,  económico e internacional) entre el bloque europeo y Brasil que ha  generado una &#8220;igualdad relativa&#8221; que constituye el fundamento de  cualquier modelo relacional basado en una asociación estratégica.</p>
<p style="text-align: justify;">Por  otra parte, es evidente la convergencia de intereses. Hay un interés  brasileño en fortalecer sus relaciones con la UE como alternativa a los  EEUU y como instrumento para incrementar su poder de negociación y su  visibilidad internacional. Existe también, más disimuladamente es  cierto, un interés europeo en fortalecer a Brasil como freno a la  expansión del socialismo bolivariano, de manera que el tradicional papel  de moderador constructivo, que la diplomacia del Itamaraty siempre ha  desempeñado soberbiamente (salvo en la crisis hondureña), se vea todavía  más potenciado.</p>
<p style="text-align: justify;">Hay claros intereses europeos en impulsar el  liderazgo brasileño como motor de integración regional para avanzar en  temas concretos y se puede plantear la hipótesis de la necesidad sentida  por algunos países de la UE de apoyar una &#8220;vía brasileña&#8221; para el  desarrollo latinoamericano que concilia mercado y estado, genera  crecimiento y promueve inclusión social.</p>
<p style="text-align: justify;">En definitiva, la  Asociación Estratégica significa el reconocimiento por la UE del papel  que Brasil puede desempeñar como potencia emergente, representando un  cambio en las condiciones de visibilidad internacional del país. Para  Brasil, las relaciones con la UE son importantes pero no centrales ni  prioritarias. Al mismo tiempo, están teñidas con un fuerte pragmatismo  vinculado a la obtención de beneficios políticos (el apoyo a la  candidatura brasileña al Consejo de Seguridad de Naciones Unidas), al  aprovechamiento de la capacidad científico-tecnológica de la UE y a  temas educativos y medio ambientales.</p>
<p style="text-align: justify;">No obstante, la apuesta  europea con Brasil puede interpretarse como la prueba de que es en la  vía de las relaciones bilaterales, y no en la estrategia regionalista,  que se avanza realmente en las relaciones euro-latinoamericanas, tal y  como ha señalado el Catedrático de Relaciones Internacionales Celestino  del Arenal.</p>
<p>Si esto es así, existen algunas preguntas sin  responder: ¿Supondrá la asociación con Brasil un debilitamiento del  diálogo interregional y de la preferencia por los esquemas regionales de  integración? ¿Es el enfoque bilateral de las relaciones de la UE con  México, Brasil y Chile complementario o sustitutivo del regional?  ¿Influirá positivamente la Asociación con Brasil en el desbloqueo de las  negociaciones UE &#8211; MERCOSUR? ¿Qué consecuencias tendría en la relación  con la UE un cambio de gobierno en Brasil, con orientaciones menos  integracionistas? ¿Generará la asociación con Brasil recelos entre los  socios brasileños en MERCOSUR y provocará una mayor aproximación de  Buenos Aires a Caracas? ¿Implicará la asociación UE &#8211; Brasil, como  afirman algunos analistas, una relativización del abordaje  &#8220;iberoamericano&#8221; en las relaciones interregionales y supondrá una  amenaza para un modelo que fue impulsado por España?</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: <a href="http://www.infolatam.com/entrada/europa_y_brasil_encuentros_desencuentros-19003.html" target="_blank">http://www.infolatam.com/entrada/europa_y_brasil_encuentros_desencuentros-19003.html</a></p>
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		<title>COMUNICADO URGENTE (AJUDA HUMANITÁRIA) – AÇÃO CONJUNTA INTERNACIONAL PARA AJUDAR AO HAITI, ATINGIDO POR TERREMOTO DEVASTADOR</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Jan 2010 15:11:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniela Alves</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cooperação Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Ajuda Humanitária]]></category>
		<category><![CDATA[Haiti]]></category>
		<category><![CDATA[Terremoto]]></category>

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		<description><![CDATA[A sociedade internacional prepara-se para uma ação conjunta de ajuda ao Haiti, atingido ontem, dia 12 de janeiro, por um forte terremoto de 7.3 graus na escala Richter. Pelo menos dois tremores secundários de 5.9 e 5.5 graus, foram registrados logo após o primeiro terremoto. De acordo com Dale Grant, analista do Serviço Geológico dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="toolbar-articlebody">
<p style="text-align: justify;">A sociedade internacional prepara-se para uma ação conjunta de ajuda ao Haiti, atingido ontem, dia 12 de janeiro, por um forte terremoto de 7.3 graus na escala Richter. Pelo menos dois tremores secundários de 5.9 e 5.5 graus, foram registrados logo após o primeiro terremoto. De acordo com Dale Grant, analista do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), este foi o terremoto mais forte já registrado na região. Até este episódio, o tremor mais potente foi de 6,7 graus na escala Richter, em 1984.</p>
<p style="text-align: justify;">Não há confirmação do número de mortos e feridos, porém os fatos apresentados pela mídia indicam grande destruição na capital, Porto Príncipe, onde vivem cerca de 2 milhões de pessoas. O embaixador do Haiti nos Estados Unidos, Raymond Joseph, declarou à rede de notícias CNN que os tremores foram &#8220;<em>uma catástrofe de grandes proporções</em>&#8220;.</p>
<p style="text-align: justify;">O Presidente dos EUA, Barack Obama, determinou ao Departamento de Estado e ao Pentágono que preparem ajuda humanitária para, se necessário, enviar ao Haiti. A Casa Branca informou que o Departamento de Estado; a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID, em inglês) e o Comando Sul do Pentágono, que coordena as atividades militares na América Latina, começaram a realizar uma avaliação conjunta da situação no Haiti para preparar um possível contingente de ajuda. Inicialmente, está sendo enviado um grupo de 72 especialistas em resgate e seis cães treinados para buscas.</p>
<p style="text-align: justify;">Até o momento, o Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, não se manifestou oficialmente sobre o terremoto que atingiu o país.</p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com nota oficial publicada pelo Ministério das Relações Exteriores, em conversa com o Ministro Celso Amorim o Presidente Lula “<em>manifestou sua profunda preocupação com a situação dos brasileiros e do povo haitiano</em>” e “<em>instruiu para que sejam avaliadas as necessidades para que o Brasil possa apoiar o esforço de ajuda humanitária ao Haiti</em>”. Ademais, no Blog da Presidência foi anunciado que o governo brasileiro vai doar 14 toneladas de alimentos e US$ 10 milhões ao Haiti.</p>
<p style="text-align: justify;">Na manhã de hoje, 13 de janeiro, em nota oficial, o Ministério da Defesa declarou que há registro de militares brasileiros desaparecidos. Já o Ministério das Relações Exteriores divulgou que a sala de crise sobre o Haiti está em funcionamento durante 24 horas e as informações referentes aos cidadãos brasileiros no país poderão ser obtidas junto ao Núcleo de Assistência a Brasileiros, nos seguintes telefones:</p>
<p style="text-align: justify;">(061) 3411.8803</p>
<p style="text-align: justify;">(061) 3411.8805</p>
<p style="text-align: justify;">(061) 3411.8808</p>
<p style="text-align: justify;">(061) 3411.8817</p>
<p style="text-align: justify;">(061) 3411.9718</p>
<p style="text-align: justify;">(061) 8197.2284.</p>
<p style="text-align: justify;">Cabe lembrar que o Brasil participa, no momento, com 1.266 militares da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (MINUSTAH), dos quais 250 são da engenharia do Exército, como divulgado em nota oficial do Ministério da Defesa. O Brasil também atua naquele país com projetos de Cooperação Técnica, por intermédio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC).</p>
<p style="text-align: justify;">Outros países como a Alemanha, China, Colômbia, Espanha, França, Grã-Bretanha, Itália, República Dominicana, Suíça e Venezuela, também já declararam que deverão enviar aos haitianos.</p>
<p style="text-align: justify;">O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) se manifestou anunciando, nesta terça-feira, 12 de janeiro, uma doação de emergência de 200 mil dólares para a compra de alimentos, água, medicamentos e barracas para as vítimas do terremoto no país. &#8220;<em>Estamos acompanhando de perto a situação e estamos prontos para ajudar o Haiti a lidar com esta catástrofe</em>&#8220;, declarou o presidente do Banco, Luis Alberto Moreno. E completou: &#8220;<em>Estamos em contato com outros doadores, para partilhar informações e coordenar as ações de resposta&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: justify;">A Organização das Nações Unidas (ONU) teve sua sede no país gravemente afetada e divulgou que está preparando um grande esforço internacional. A sede do Banco Mundial também foi destruída e alguns funcionários da instituição estão desaparecidos. O órgão anunciou o envio de uma equipe para avaliar os danos e ajudar a montar um plano de recuperação.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo dados da Central Intelligence Agency (CIA), o Haiti é considerado o país mais pobre da América Latina. Sofre com as mortes provocadas por doenças como a AIDS, além de problemas causados pela falta de saneamento básico.</p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com informações obtidas pelas fontes internacionais, em especial o conjunto de análises de conjuntura e notas analíticas escritas pelo colaborador do Site do CEIRI, o analista de cooperação internacional e gestor de projetos internacionais, Jean Garry*, além dos problemas de infra-estrutura, o país tem altos índices de mortalidade infantil e baixas taxas de crescimento populacional, bem como uma forte crise político-institucional que a Cooperação Internacional ainda não foi capaz de aplacar divido ao montante de medidas assistencialistas e poucos investimentos em longo prazo.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p style="text-align: justify;"><em>*</em> <em>Jean Garry é haitiano, reside em Puerto Príncipe. É formado em Marketing pela Universidad Interamericana de Santo Domingo, possui Pós-Graduação em Gestão de Projetos Sociais pela Universidad Autónoma de Santo Domingo e atualmente é Mestrando em Economia pela Universidad Internacional de Andalucía (Espanha). É graduado no Curso de Gerenciamento Social do Instituto de Desenvolvimento Social (INDES) do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) em Washington, e do curso Gestão Estratégica do Desenvolvimento Social e Regional da Comissão Econômica para América Latina (CEPAL) em Santiago do Chile. Tem experiência como Gerente de Marketing em diversas empresas privadas e trabalhou como consultor em Desenvolvimento Comunitário do Ministério de Obras Públicas do Haiti e em diversos projetos de desenvolvimento. É professor em Universidades e colaborador independente em meios de comunicação no Haiti e Colaborador do Site do CEIRI (Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais) na área de Cooperação Internacional e nas questões pertinentes ao Haiti e América Central.</em></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">FONTE: http://www.webceiri.com.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=860:comunicado-urgente-ajuda-humanitaria-acao-conjunta-internacional-age-para-ajudar-ao-haiti-atingido-por-terremoto-devastador&amp;catid=85:analises-de-conjuntura&amp;Itemid=86</p>
</div>
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		<title>NA PRESIDÊNCIA ROTATIVA DA UE, A SUÉCIA FICOU CONSTRANGIDA A RESOLVER OS PROBLEMAS POLÍTICO-INSTITUCIONAIS DO BLOCO</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Jan 2010 19:58:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Olga Weinheber</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Olga Weinheber]]></category>
		<category><![CDATA[Suécia]]></category>
		<category><![CDATA[União Européia]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 2009, de 1º de julho a 31 de dezembro, a Suécia sucedeu à República Tcheca na  Presidência Rotativa da Comunidade Européia. A escolha dos suecos foi por mérito. O evento foi realizado no Parque Skansen, uma espécie de quintal da casa de todo sueco, principalmente dos que vivem em Estocolmo. Foi uma cerimônia de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: times new roman,times;">Em 2009, de  1º de julho a 31 de dezembro, a Suécia sucedeu à República Tcheca  na  Presidência  Rotativa da Comunidade Européia. A escolha dos  suecos foi por mérito. O evento foi realizado no Parque Skansen, uma  espécie de quintal da casa de todo sueco, principalmente dos que vivem  em Estocolmo. Foi uma cerimônia de verão e, apesar da informalidade  comum nesta estação do ano, ela não perdeu a solenidade que o ato  merecia. Na presença do Rei Gustavo Adolfo e da Rainha Silvia  Bernadotte,  o Primeiro Ministro da Suécia,  Fredrik Reinfeldt, disse do valor  que o país agrega ao ser guindado a tal posição no mosaico europeu  de nações. O ato contou com a presença de Margot  Wahlström,  a representante sueca em Bruxelas, sede da União Européia. </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: times new roman,times;">Esperou-se  da Suécia que usasse seu prestígio, sua liderança e desse ao mundo  um exemplo de tratamento adequado em relação à questão do meio-ambiente,   devido ao fato de este ser o tema predileto de cada cidadão do país. </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: times new roman,times;">Da mesma forma,   esperou-se que enfrentasse os inúmeros desafios que atingiram a Europa,  graças à crise mundial iniciada no ano anterior. Um exemplo de problema  premente era, na época e ainda é, o combate ao desemprego, que aumentou  ao longo dos últimos doze meses, tomando-se como base o momento em  que os suecos assumiram a presidência. </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: times new roman,times;">Esperou-se,  ainda, que outros desafios de caráter mundial, como é o caso do  aquecimento  global, também fossem tratados com afinco e as respostas fossem  ofertadas  pelo conjunto dos membros da UE, tanto que, na agenda, estava previsto  que, em dezembro, fosse enviado às Nações Unidas um novo Tratado,  firmado pelos 27 países da União Européia, sobre o tema. </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: times new roman,times;">Essas questões,   porém, foram tratadas de forma menos intensa, devido à expectativa  de que tais temas fossem observados adequadamente na COP-15 e,  principalmente,  devido aos debates políticos necessários à aprovação do Tratado  de Lisboa. </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: times new roman,times;">Uma campeã  da ecologia dentro de sua própria casa, a Suécia tem reconhecimento  significativo e status suficiente para apresentar um modelo de  preservação  do meio ambiente, espelhados na sua vencedora rotina pela boa manutenção   da Natureza.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: times new roman,times;">Sabendo-se  que o “Protocolo de Quioto”  expira em 2012, os líderes do  país acreditaram que em dezembro, na Conferência de Copenhagen, capital  da Dinamarca,  Fredrik Reinfeldt tivesse sucesso na apresentação  da fórmula sueca de fazer as leis ambientais terem o respeito que  merecem  e acreditava-se que isso poderia ser visto com seriedade, em qualquer  lugar do mundo.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: times new roman,times;">Após a caótica  presidência rotativa da UE pela República Tcheca, Reinfeldt tentou  trabalhar para convencer os 27 países a observar as propostas em torno  da manutenção e do respeito às leis ambientais, mas isso teve de  ficar para o segundo plano, pois os problemas gerados pela ação da  liderança tcheca, que por ser “eurocética”, não investiu adequadamente  na costura necessária, para garantir mais passos para concluir a  consolidação  do Bloco. </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: times new roman,times;">Isso mostrou  aos suecos que suas pretensões não poderiam ir além de negociar  adequadamente  a aprovação do “Tratado de Lisboa”, como aconteceu, pois este  problema político se mostrou imediato, já que as suas conseqüências  definiriam o futuro do Bloco, sua configuração e a maneira como os  europeus se posicionarão perante o mundo. </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: times new roman,times;">Ou seja, as  pretensões imediatas foram colocadas em segundo plano por ter emergido  a percepção de que a questão política, uma vez resolvida, permitirá  que pretensões e experiências, como as da Suécia, possam ser tratadas  de forma correta e ganhar força para ter a projeção significativa  no cenário global.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: times new roman,times;">A questão  era mais difícil do que aparentava porque havia apenas um semestre  para conseguir negociar adequadamente a aprovação do Tratado, pela  Irlanda. Sabia-se da dificuldade do problema, pois, em junho de 2008,  um plebiscito mostrou que 53,4% da população irlandesa rejeitavam  o Tratado, tendo como fator favorável, apenas, o fato de o governo  do país não ter conseguido apresentar outro projeto. </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: times new roman,times;">A tenacidade  sueca, no entanto, convenceu a tenacidade irlandesa e outras tenacidades   que foram aparecendo. Para persuadir os opositores do Tratado, a  estratégia  adotada configurou-se na demonstração das vantagens de uma nova  organização  institucional, com uma presidência não-rotativa e não-semestral para  a Europa. </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: times new roman,times;">O objetivo  foi convencer os eurocéticos de que os cargos permanentes e estáveis  na Presidência da UE e na representação externa permitirão aos europeus  ter as lideranças necessárias para enfrentarem sua pesada agenda e  dar, ao conjunto dos países membros, a força coletiva capaz de fazer  frente nos diálogos internacionais.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: times new roman,times;">Para Fredrik  Reinfeldt as alterações climáticas exigem uma resposta em nível  mundial e para combater o desemprego no continente a Suécia contava  com o lançamento de uma estratégia de crescimento e de emprego, adotada  coletivamente para a próxima década. </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: times new roman,times;">No exercício  do cargo ele percebeu que esses projetos serão possíveis apenas se  os europeus puderem atuar de forma adequada, algo não executável no  momento, devido às questões político-intitucionais, que naquele momento  precisavam ser resolvidas, daí ter dado preferência, em seu exercício,  à questão da aprovação do Tratado de Lisboa.</span></span></p>
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		<title>O BRASIL E A COOPERAÇÃO SUL-SUL: UM BALANÇO</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Jan 2010 22:15:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Colaboradores</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cooperação Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Cooperação Sul-Sul]]></category>

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		<description><![CDATA[Neste 19 de dezembro, dia da Cooperação Sul-Sul nas Nações Unidas, cumpre realizar um balanço da participação do Brasil nas iniciativas internacionais em prol do desenvolvimento. Governos, organizações internacionais e especialistas vêm apontando o protagonismo crescente do país na Cooperação Sul-Sul, embora ele não figure entre os grandes doadores de recursos financeiros.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong>Enviado por: Bruno Ayllón Pino</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Neste 19 de dezembro, dia da Cooperação Sul-Sul nas Nações Unidas, cumpre realizar um balanço da participação do Brasil nas iniciativas internacionais em prol do desenvolvimento. Governos, organizações internacionais e especialistas vêm apontando o protagonismo crescente do país na Cooperação Sul-Sul, embora ele não figure entre os grandes doadores de recursos financeiros.</p>
<p style="text-align: justify;">A primeira contribuição brasileira diz respeito ao engajamento na transferência de um conjunto de conhecimentos técnicos e de soluções que tiveram impacto positivo sobre o desenvolvimento nacional e que podem ser replicadas em países com desafios semelhantes. Essa transferência se faz em uma ampla gama de setores e mobiliza uma diversidade de parceiros nacionais, entre ministérios, secretarias, fundações, universidades, centros de pesquisa, empresas e ONGs. Na área de qualificação profissional, por exemplo, o governo atua em parceria com o SENAI na estruturação de Centros de Formação Profissional para apoiar esforços de reconstrução em países atingidos por conflitos, como Angola e Timor-Leste. Já em parceria com a EMBRAPA, são desenvolvidos projetos que vão desde a transferência de tecnologias para a produção de biocombustíveis e alimentos em zonas tropicais à organização das cadeias produtivas agrícolas nacionais. Outro exemplo é a parceria com a Fiocruz na transferência da tecnologia dos Bancos de Leite Humano, que tiveram grande impacto na redução da mortalidade infantil no Brasil, para países latino-americanos e africanos.</p>
<p style="text-align: justify;">Em segundo lugar, a atuação brasileira é destacada em vista de iniciativas conjuntas com organizações internacionais e países industrializados, que financiam a transferência das soluções brasileiras para países menos desenvolvidos. O engajamento na chamada “cooperação triangular” vem adquirindo premência no Haiti, onde o governo brasileiro conta com a parceria: do Canadá, no aprimoramento das ações de imunização; da Espanha, na recuperação ambiental e promoção do desenvolvimento agro-florestal sustentável; do Fundo de População das Nações Unidas, no combate à violência contra as mulheres; do Banco Mundial, em programas de merenda escolar e de manejo de resíduos sólidos; e da Organização Internacional do Trabalho, no combate ao trabalho infantil.</p>
<p style="text-align: justify;">O Haiti também tem sido palco para o desenvolvimento de uma nova modalidade de cooperação, envolvendo dois ou mais países do Sul em benefício de um terceiro. É o caso, por exemplo, da parceria Brasil-Argentina em projeto de construção de cisternas para a produção de hortaliças e outros cultivos; e do projeto “Coleta de Resíduos Sólidos: uma ferramenta para reduzir violência e conflitos em Carrefour-Feuilles”, cuja primeira fase foi financiada pelo Fórum de Diálogo Índia-Brasil-África do Sul (IBAS) e recebeu prêmio das Nações Unidas como melhor iniciativa de Cooperação Sul-Sul em 2006.</p>
<p style="text-align: justify;">O empenho do Brasil em transferir técnicas acessíveis e eficazes na promoção do desenvolvimento, sem visar ao lucro ou estabelecer condicionalidades, constitui, segundo vozes oficiais e muitos analistas, uma importante contribuição para a Cooperação Sul-Sul. Diferentemente dos dois maiores doadores emergentes, China e Índia, o Brasil não seria guiado por interesses políticos e econômicos de curto prazo, mas pela realização de interesses comuns em prol do desenvolvimento, sem que isso implique reprodução da clivagem Norte-Sul característica da Guerra Fria. Com efeito, o envolvimento crescente de doadores tradicionais na cooperação brasileira aponta uma busca de soluções pragmáticas para o desenvolvimento, ao mesmo tempo em que constitui indicativo de um comprometimento mais amplo com o multilateralismo.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso não significa, contudo, que as ações brasileiras se pautem apenas pela lógica da solidariedade. A cooperação com países menos desenvolvidos guarda, sem dúvida, relação com objetivos mais amplos ligados à abertura de mercados para produtos, serviços e investimentos brasileiros; à preservação dos interesses nacionais em países onde estejam ameaçados; e à busca de prestígio e de apoio para que o Brasil venha eventualmente ocupar um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU.</p>
<p style="text-align: justify;">A busca pela realização dos interesses nacionais brasileiros nos parece legítima na medida em que não incorra em ações intervencionistas ou de caráter meramente assistencial. A satisfação de todas as partes envolvidas na Cooperação Sul-Sul é essencial para que ela se sustente ao longo do tempo e para que iniciativas hoje pontuais possam evoluir para arranjos mais duradouros de cooperação. Não obstante, ainda é necessário que o Brasil reúna esforços para a construção de uma política nacional de Cooperação Sul-Sul, dificultada em grande medida pela dispersão institucional das iniciativas e pela ausência de um sistema unificado de contabilidade dos recursos destinados à cooperação. Aqui, o maior envolvimento do país nas atividades do Comitê de Ajuda ao Desenvolvimento da OCDE poderia ser um instrumento poderoso para a centralização nacional das iniciativas e para a constituição de uma política brasileira na área.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, o país ainda enfrenta críticas internas ao empenho de recursos nacionais na cooperação com outros países do Sul. Se o argumento da solidariedade é suficiente para angariar apoio de alguns setores da sociedade brasileira, esforços de divulgação dos ganhos obtidos pelo Brasil com a Cooperação Sul-Sul, no que se refere ao desenvolvimento nacional, são fundamentais para que a sociedade civil seja informada sobre a relevância da participação brasileira nessas iniciativas. O empresariado brasileiro já entendeu isso e talvez possa ajudar na tarefa.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">AUTORES: Bruno Ayllón Pino e Iara Costa Leite.</p>
<p style="text-align: justify;">Bruno Ayllón Pino, é pesquisador do Instituto Universitário de Desenvolvimento e Cooperação da Universidade Complutense de Madri (IUDC/UCM).</p>
<p style="text-align: justify;">Iara Costa Leite, é doutoranda em Ciência Política pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ).</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>BRIC EM DISPUTA PELA ÁFRICA</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Jan 2010 21:16:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabricio Bomjardim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[África]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[BRIC]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[Fabricio Bomjardim]]></category>
		<category><![CDATA[Índia]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>

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		<description><![CDATA[O continente africano é um continente marcado por guerras civis, conflitos étnicos, problemas sociais e foi palco de disputa por territórios entre as grandes potências no século XIX e primeira metade do século XX.

Após a II Guerra Mundial (1939-1945) e o processo de descolonização do continente na segunda metade do século XX, a África passou continuamente para a periferia do sistema internacional e, embora tenha recebido investimentos nas áreas sócio-econômicas, os problemas internos não foram resolvidos, estagnando o desenvolvimento da região.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="widows: 2; text-transform: none; text-indent: 0px; border-collapse: separate; font: medium 'Times New Roman'; white-space: normal; orphans: 2; letter-spacing: normal; color: #000000; word-spacing: 0px; -webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px; -webkit-text-decorations-in-effect: none; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px;"><span style="text-align: left; line-height: 18px; font-family: Tahoma, Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"></p>
<p style="text-align: right;">ANÁLISE DE CONUNTURA ORIGINALMENTE PUBLICADA EM <span style="WIDOWS: 2; TEXT-TRANSFORM: none; TEXT-INDENT: 0px; BORDER-COLLAPSE: separate; FONT: medium 'Times New Roman'; WHITE-SPACE: normal; ORPHANS: 2; LETTER-SPACING: normal; COLOR: #000000; WORD-SPACING: 0px; -webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px; -webkit-text-decorations-in-effect: none; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px"><span style="FONT-FAMILY: arial, helvetica, sans-serif; WHITE-SPACE: pre-wrap; FONT-SIZE: 14px; -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px"><a href="http://bit.ly/1ge1M5">http://bit.ly/1ge1M5</a> </span></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O continente africano é um continente marcado por guerras civis, conflitos étnicos, problemas sociais e foi palco de disputa por territórios entre as grandes potências no século XIX e primeira metade do século XX.</p>
<p style="text-align: justify;">Após a II Guerra Mundial (1939-1945) e o processo de descolonização do continente na segunda metade do século XX, a África passou continuamente para a periferia do sistema internacional e, embora tenha recebido investimentos nas áreas sócio-econômicas, os problemas internos não foram resolvidos, estagnando o desenvolvimento da região.</p>
<p style="text-align: justify;">Dessa forma, o continente depende de investimento estrangeiro para o seu desenvolvimento e, no início do século XXI, começou uma nova disputa, mas, desta vez, não por territórios ou influencias ideológicas, mas pela busca de parceiros diplomáticos, com intuito de estabelecer parcerias comerciais e abertura de mercados no futuro.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesta disputa, o BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) vem aumentando sua atuação no continente, por meio de cooperação econômica, intercâmbio intelectual e no estreitamento de relações sócio-culturais.</p>
<p style="text-align: justify;">O Brasil, ao longo dos últimos anos tem se portado como ator de relevo e um dos maiores concorrentes da China no continente africano, pois vem buscando intensificar suas relações com a África. A título de ilustração, o Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, já acumulava seis viagens cobrindo 16 países africanos, até sua primeira visita à União Européia, em 2007, logo depois de sua reeleição. Lula também foi convidado de honra em uma reunião da “União Africana”, na Líbia.</p>
<p style="text-align: justify;">Estas passagens do presidente brasileiro pelo continente são um lembrete para Pequim. Entre os dias 8 e 9 de novembro de 2009 está sendo realizado o “2º Fórum de Cooperação China-África” (FOCAC, sigla em inglês), pois o governo chinês tem ciência de que não são os únicos cortejando os africanos, suas matérias-primas e seus mercados futuros.</p>
<p style="text-align: justify;">Em termos de relações comerciais, as relações entre Brasil e África obtiveram resultados positivos e crescentes no decorrer dos anos. No ano 2000, o comércio anual foi de US$ 3,1 bilhões de dólares. Já no ano passado, o comércio apresentou US$ 26,3 bilhões. É um aumento significativo, mesmo que os chineses ainda tenham grande vantagem, pois seu comércio bilateral com a África alcançou a cifra de 107 bilhões de dólares.</p>
<p style="text-align: justify;">A Índia é outro membro do BRIC que vem obtendo resultados de crescimento com o continente africano, anunciando um aumento de US$ 4,9 bilhões para 32 bilhões de dólares, com trajetória similar à brasileira.</p>
<p style="text-align: justify;">A Índia lidera o ranking de projetos, em termos de Investimento Estrangeiro Direto (IED). Nos últimos seis anos, o país realizou 130 projetos, comparados com os 86 da China e os 25 do Brasil, segundo dados da South Africa’s Bank.</p>
<p style="text-align: justify;">A Rússia se declarou de volta à África e preparada para desempenhar um papel mais ativo na região. Após uma declaração desse teor, dada em janeiro de 2009 por Mikhail Margelov, enviado russo ao Sudão, houve visitas do presidente Dmitri Medvedev ao Egito, Nigéria, Namíbia e Angola. O objetivo foi para tratar de acordos nas áreas de energia, mineração, telecomunicações e construção.</p>
<p style="text-align: justify;">Dentre os países que compõem o BRIC, a China é a grande líder e já é o maior parceiro comercial da África no mundo, tendo superado, inclusive, os Estados Unidos. Como afirmado, em 2008, foram apresentados 107 bilhões de dólares nas relações comerciais, com 86 projetos em IEDs, mas o gigante asiático tem intenção de aumentar gradativamente esses números, com o intuito de se tornar maior o parceiro em todos os setores com o continente africano. Acredita que, assim, com o desenvolvimento dos países africanos, tendo responsabilidade direta nisso, obterá preferências nas relações comerciais.</p>
<p style="text-align: justify;">O presidente chinês, Wen Jiabao, no primeiro dia da realização do “4º Fórum de Cooperação China-África”, no dia 8 de novembro, prometeu que irá liberar US$ 10 milhões em concessões de empréstimos para ajudar as nações africanas nos próximos três anos. Afirmou, ainda, que as dívidas dos países mais pobres no continente serão perdoadas. Em suas palavras, “<em>Nós ajudaremos a África a melhorar sua capacidade de financiamento. Daremos US$ 10 milhões em concessões de empréstimos às nações africanas</em>&#8220;.</p>
<p style="text-align: justify;">Além do cancelamento das dívidas e do valor para concessão, os chineses irão construir 100 novos projetos de energia limpa para a África, objetivando contribuir para o continente enfrentar as questões climáticas. </p>
<p style="text-align: justify;">Essas promessas do presidente chinês foram respostas às críticas realizadas contra o seu país, quando foi alegado que o crescimento dos interesses da China na África, em busca de matérias-primas, tem ignorado o agravamento dos problemas relacionados ao desenvolvimento e aos direitos humanos em muitos países africanos.  </p>
<p style="text-align: justify;">Jiabao disse que as relações entre seu país e o continente já ocorre há cinco décadas e inclui a ajuda aos países que se livraram do colonialismo, mas parte do mundo só agora começou a notar o papel da China na África. &#8220;<em>O povo chinês oferece amizade verdadeira ao povo africano e o apoio da China ao desenvolvimento da África é concreto e real</em>&#8220;, afirmou.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse aumento das relações dos membros do BRIC com o continente tem contribuído para alterar a configuração das relações comerciais. “<em>Isso não é algo novo – só foi acelerado pela crise econômica. </em>(que agora) </p>
<p style="text-align: justify;">O aumento de fontes competitivas de comércio no continente africano despertou o desejo do africanos se libertarem da dependência exagerada de laços comerciais com um ou dois parceiros ocidentais, em particular com os Estados Unidos.</p>
<p style="text-align: justify;">“<em>Essas incursões e os acordos comerciais que as seguem estão, pela primeira vez, em 50 anos, forçando os países do Ocidente a tentar retomar o continente ao qual eles sempre tiveram acesso comercial ilimitado</em>” e “<em>O potencial agrário da África se tornará um propulsor cada vez maior do comprometimento comercial dos BRICs com o continente</em>”, disse, em nota, o Standard Bank.</p>
<p style="text-align: justify;">O fator que tem enriquecido as relações do continente africano com o Brasil são as relações sócio-culturais. Nesse sentido, os brasileiros têm aproveitado as ligações culturais e lingüísticas para facilitar a promoção de seus negócios, principalmente com Angola e Moçambique.</p>
<p style="text-align: justify;">Pelo fato de não existirem países no continente africano que compartilhem do idioma indiano, a Índia tende a dar preferência nas relações com a África do Sul, país que abriga mais pessoas de origem indiana no mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro país que não tem semelhanças culturais ou lingüísticas com a África é a China, porém suas políticas para tratar das relações com os africanos são muito bem exploradas e vem crescendo, nisso tem pesado o aspecto financeiro.</p>
<p style="text-align: justify;">Por exemplo, foi concedido o empréstimo de 1 bilhão de dólares a Angola, voltado para o setor agrário do país, que havia sido devastado pela guerra civil, que durou 27 anos e terminou em 2002.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao reboque de ações como essa, os chineses investem no intercambio cultural, levando futuros empreenderes chineses e africanos a aprenderem seus respectivos idiomas, suas culturas e, dessa forma, estreitam mais os laços de amizade.</p>
<p style="text-align: justify;">O governo chinês ainda conta com a Zona de Administração Especial de Macau, que é a porta de entrada de países de língua portuguesa na China e mantêm fortes relações comerciais com Moçambique e Angola.</p>
<p style="text-align: justify;">Como o continente africano está buscando novos parceiros, os membros do BRIC estão aumentando suas relações com o continente, aproveitando as oportunidades de novos negócios, e investindo em planejamentos de curto e longo prazo, os quais já estão apresentando resultados positivos.</p>
<p><em>É voltado para o comércio entre países emergentes ao invés do tradicional comércio entre norte e sul</em>”, e “<em>O equilíbrio de poder comercial mudou completamente</em>”, disse Martyn Davies, da Frontier Advisory, consultoria de investidores em mercados emergentes africanos, com base na África do Sul.</span></span></p>
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		<title>COOPERACIÓN SUR – SUR:  INNOVACIÓN Y TRANSFORMACIÓN EN LA COOPERACIÓN INTERNACIONAL</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Dec 2009 01:01:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Ayllón</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cooperação Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[AOD]]></category>
		<category><![CDATA[Bruno Ayllón]]></category>
		<category><![CDATA[Cooperação Sul-Sul]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<category><![CDATA[Relações Internacionais]]></category>

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		<description><![CDATA[Enviado Por: Dr. Bruno Ayllón El surgimiento de la Cooperación Sur-Sur (CSS) se ha vinculado al éxito de algunos países del Sur que alcanzaron apreciables niveles de desarrollo y adquirieron nuevas tecnologías y competencias en áreas como la ingeniería, la electrónica, la energía, la agricultura o las comunicaciones. En la adquisición de estas capacidades, la [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Enviado Por: Dr. Bruno Ayllón</p>
<p style="text-align: justify;">El surgimiento de la Cooperación Sur-Sur (CSS) se ha vinculado al éxito de algunos países del Sur que alcanzaron apreciables niveles de desarrollo y adquirieron nuevas tecnologías y competencias en áreas como la ingeniería, la electrónica, la energía, la agricultura o las comunicaciones. En la adquisición de estas capacidades, la cooperación internacional recibida tuvo un papel capital. No es posible comprender la lógica de la CSS sin hacer referencia al proceso de surgimiento de la conciencia del Sur y a su manifestación en las relaciones internacionales a partir de la Conferencia de Bandung (1955), cuando la solidaridad entre los países en desarrollo se convierte en una herramienta y un objetivo del llamado “Tercer Mundo”. Fue ese el punto de arranque de un diálogo político entre países en desarrollo, que puso de manifiesto la necesidad de articulación para reducir las asimetrías del sistema internacional.</p>
<p style="text-align: justify;">En la filosofía de la CSS, muchas respuestas para algunos problemas se encuentran en los países de similar grado de desarrollo que comparten percepciones sobre los obstáculos para alcanzar niveles satisfactorios de bienestar y pueden proporcionar mejores prácticas y orientaciones sobre el uso más eficiente de la cooperación, a través de la transferencia sistemática y sostenida de experiencias, conocimientos y técnicas demostradas y reproducibles.</p>
<p style="text-align: justify;">Respecto a la CSS se proclaman algunos principios que la caracterizan y la diferencian de la tradicional cooperación Norte–Sur, a saber, la no interferencia en asuntos internos; la mayor sensibilidad a contextos específicos; la igualdad entre países socios; el respeto a su independencia y a la soberanía nacional; la promoción de la auto-suficiencia; la diversificación de ideas, abordajes y métodos de cooperación; la ausencia de condicionalidades explícitas; la preferencia por el empleo de recursos locales que genera elementos más amplios de apropiación; su mayor flexibilidad, sencillez y rapidez de ejecución; su carácter “desvinculado” al no implicar compra de bienes y servicios en el país oferente; la adaptación a las prioridades nacionales; la preservación de la diversidad y la identidad cultural y, entre muchos otros atributos, su menor coste y mayor impacto.</p>
<p style="text-align: justify;">Sería un error considerar la CSS como un mecanismo sustitutivo de la cooperación tradicional venida del Norte. Más bien, se afirma su carácter complementario y la sintonía  con los esfuerzos nacionales de los países del Sur. Tampoco sería acertado considerar que la CSS sea mejor o peor que la cooperación Norte–Sur, pues se trata de un tipo de cooperación diferente. Con el término CSS nos referimos a un amplio marco de colaboración que incluye elementos del clásico concepto de Ayuda Oficial al Desarrollo (AOD) pero que va más allá, al abarcar campos como la cooperación política, el comercio, las inversiones o la ayuda financiera, en algunos casos. No existen definiciones universales aceptadas por todos los agentes involucrados en pensarla, delimitarla, ponerla en práctica y, menos aún, por los que tienen la ardua tarea de recopilar y cuantificar sus aportes a los esfuerzos en favor del desarrollo.</p>
<p style="text-align: justify;">La definición y delimitación conceptual de la CSS es uno de los aspectos más debatidos y controvertidos en los foros internacionales. Sin que ninguna de las definiciones existentes satisfaga completamente, una posible formulación es la proporcionada por la Unidad de CSS del PNUD al establecer que se trata de “un proceso por el cual dos o más países en desarrollo adquieren capacidades individuales o colectivas a través de intercambios cooperativos en conocimiento, recursos y <em>know how </em>tecnológico”. Esta definición puede completarse con otra elaborada en 1977, por el Grupo de Consultores en Cooperación Técnica entre Países en Desarrollo (CTPD), que sirvió de preparación a la Conferencia de las Naciones Unidas sobre el tema celebrada en Buenos Aires, en 1978: “La CSS es un proceso consciente, sistemático y políticamente motivado, elaborado con el objeto de crear una estructura de vínculos múltiples entre países en desarrollo”<a href="http://blogceiri.com.br/wp-admin/#_ftn1">[1]</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">En ningún momento debe pasarse por alto el componente político de la CSS, en la medida que uno de sus principales objetivos es la reforma del orden internacional y del sistema económico mundial. Por esta razón, la CSS es fundamentalmente una modalidad cooperativa orientada al reforzamiento de las relaciones bilaterales y a la formación de coaliciones en foros multilaterales entre países del Sur que incremente su poder de negociación conjunto<a href="http://blogceiri.com.br/wp-admin/#_ftn2">[2]</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">La CSS crea una solidaridad entre países en desarrollo y se orienta a garantizar la auto-suficiencia nacional y la integración de los países en desarrollo en la economía mundial. Por ello responde a lógicas diferentes de las que orientan frecuentemente las políticas de cooperación del Norte. En definitiva, utilizando uno de los conceptos en boga en la cooperación, el objetivo último de la CSS sería la generación de mayores niveles de cohesión internacional.</p>
<p style="text-align: justify;">Apoyar la CSS desde los países del Norte, en iniciativas multilaterales o en proyectos de cooperación triangular, y olvidar el componente político, reivindicativo y de denuncia de las condiciones económicas y estructurales de distribución del poder internacional sería no entender la lógica de la CSS y, por consiguiente, desviarla de su origen y funcionalidad para el desarrollo de los países del Sur. Obviar esta dimensión política sería, por otra parte, una gran incoherencia en la coherencia con las políticas de desarrollo de los países socios que los miembros del CAD/OCDE dicen querer fomentar.</p>
<p style="text-align: justify;">Sin embargo, no todo lo que reluce en la CSS es oro. Lo expresado sobre los atributos y potencialidades de la CSS no supone caer en la ingenuidad de ignorar que no toda la CSS puede ser considerada como desarrollista, que es posible que no siempre tenga como objetivo primordial la lucha contra la pobreza o que se encuentre exenta de intencionalidades políticas, motivaciones de tipo comercial, estratégico o de prestigio e influencia internacional.</p>
<p style="text-align: justify;">En otras palabras, la CSS posee limitaciones y carencias. Varios aspectos aparecen como más recurrentes. Por ejemplo, se critica que la CSS tenga dificultades para demostrar resultados materiales y que se convierta, con frecuencia, en un mero ejercicio retórico. Por otra parte, se suele presuponer que existen más oportunidades de aprendizaje y aprovechamiento de las lecciones aprendidas en la CSS, debido a su horizontalidad motivada por la proximidad en los niveles de desarrollo y por las sensibilidades y capacidades para comprender contextos sociales similares<strong>. </strong>Pero ello no supone automáticamente que no exista verticalidad, relaciones de poder o desigualdades entre los socios de la CSS.</p>
<p style="text-align: justify;">Tampoco está claro que las soluciones encontradas en un país del Sur sean inherentemente replicables y adecuadas en otro, por lo que asegurar que las iniciativas sean sostenibles debería convertirse también en preocupación constante en la CSS. Otro de los aspectos más destacados entre las virtudes de la CSS es la existencia de consensos en la elaboración conjunta de los proyectos. El país destinatario se sentiría dueño de las acciones y las estrategias a partir de la observancia de las especificidades locales y de la elaboración de diagnósticos compartidos sobre las carencias a combatir o los ámbitos a fortalecer. Todavía se suele pregonar que la meta última de la cooperación es la retirada del país beneficiario una vez que se han alcanzado los objetivos y se han transferido las competencias y capacidades a la población local. En el caso de la CSS, es también cierto que se sirve a un propósito temporal de aprendizaje mutuo. Por eso, resulta importante que el proceso cooperativo no sea similar a una mera “entrega por encargo”, en el que el país remitente entrega un producto o presta un servicio determinado como si de una transacción mercantil se tratara. El proceso cooperativo debe estar orientado a la garantía de que las instituciones del país beneficiario, normalmente con menor grado de desarrollo, puedan una vez terminada la acción de CSS, generar por si mismas aquellas técnicas o conocimientos transferidos.</p>
<p style="text-align: justify;">Otro aspecto relevante, y sobre el que no existe consenso, es el de la eficacia de la CSS. En un estudio pionero, Daniel Bobiash, reflexionó sobre la eficacia de la CSS a partir de una evaluación basada en sus rasgos específicos y sus ventajas comparativas respecto a la cooperación Norte–Sur<a href="http://blogceiri.com.br/wp-admin/#_ftn3">[3]</a>. En la evaluación que propone se establecen una serie de criterios (historia de los proyectos de CSS y condiciones; características; factores administrativos y sociales; eficacia) que aplica a casos específicos (14 proyectos de CSS que implicaban a China, Brasil, Cuba, Argentina, Senegal, Ghana, Guinea Bissau, etc.) sin querer establecer conclusiones generalizables, entre otras razones por las lagunas de información y por su acentuada dispersión.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre sus hallazgos destacaba que la CSS suele tener elementos concesionarios inferiores a los proyectos de cooperación Norte–Sur y que la obligación de comprar bienes y servicios en el país de mayor grado de desarrollo (ayuda ligada) es una realidad habitual en la CSS, donde existían intereses comerciales claros, como en el caso mencionado de la cooperación de Brasil en Guinea Bissau. Por otra parte, aunque en la mayoría de proyectos de CSS no se perseguían objetivos políticos, había claras motivaciones ideológicas en la provisión de la CSS vinculada a la política exterior de los gobiernos de China, Cuba y Corea del Norte. Respecto a los costes, la CSS podía ser más “barata” en función de una serie de principios que rigen, por ejemplo, en el caso de la cooperación china que obliga a sus técnicos a tener el mismo estándar de vida que los expertos del país receptor.</p>
<p style="text-align: justify;">Además, los proyectos de CSS dedicaban pocos recursos a costes administrativos y el uso de tecnologías más apropiadas era otra ventaja importante, entendiendo por “apropiadas” aquellas que reunían las características de relevancia, ser transferibles y sostenibles. En cuanto a la participación de la población beneficiaria en los proyectos ésta era prácticamente inexistente, destacándose claras deficiencias al no contemplar la fase de evaluación y no reflejarse factores clave para la eficacia como el impacto, el coste-beneficio o el cumplimiento de  los objetivos establecidos. Finalmente, Bobiash concluía que los proyectos de CSS no siempre estaban orientados a la auto-suficiencia ni tenían más valor agregado que los de la cooperación Norte &#8211; Sur.</p>
<p style="text-align: justify;">Desde la óptica de Naciones Unidas, la eficacia de la CSS está muy limitada en su análisis por la ausencia de evaluaciones que, en general, cuando existen suelen ser someras, circunscritas al cumplimiento de plazos para la ejecución de proyectos y con grandes limitaciones en cuanto a los efectos ambientales y sociales, sobre todo en lo referente a proyectos de infraestructura<a href="http://blogceiri.com.br/wp-admin/#_ftn4">[4]</a>. Respecto a las buenas prácticas aceptadas en el ámbito del CAD/OCDE y de la agenda de eficacia de la ayuda, se afirma en el citado informe que los oferentes de CSS no participan en iniciativas formales de armonización con otros donantes, a no ser en el caso de algunos foros regionales. La única excepción es la de los países oferentes del Grupo Árabe de Coordinación, que poseen altos niveles de armonización en cuestiones de procedimiento. Tampoco son reseñables experiencias de diálogo con países receptores de CSS respecto a cuestiones normativas, lo que podría estar relacionado con la ausencia de condiciones en materia de políticas. Sin embargo, se registran casos de participación en las mesas redondas o grupos consultivos organizados por los países receptores.</p>
<p style="text-align: justify;">En relación a la Declaración de París, los cálculos del informe del Secretario General estiman que 2/3 de los países que realizan CSS la han firmado pero con poco entusiasmo, escasa participación posterior y, pese a los esfuerzos de la OCDE y algunos países del Sur por establecer puentes, como ha sucedido con la creación en 2009 del Equipo de Tarea sobre Cooperación Sur-Sur<a href="http://blogceiri.com.br/wp-admin/#_ftn5">[5]</a> (<em>Task Team on South South Cooperation</em>)  integrado en el Grupo de Trabajo sobre Eficacia de la Ayuda del CAD (WP-EEF por sus siglas en inglés), estas iniciativas se siguen con desconfianza al ser vistos como foros mayoritarios de donantes donde no se toman en cuenta las especificidades propias de la CSS.</p>
<p style="text-align: justify;">Estas y otras preocupaciones han estado presentes en 2009, año que será recordado como un periodo de febril activismo y proliferación de iniciativas para la promoción y el avance conceptual y metodológico de la CSS. El mes de diciembre está siendo especialmente señalado pues la ONU, principal promotora, impulsora y coordinadora de la CSS, ha celebrado en Nairobi<a href="http://blogceiri.com.br/wp-admin/#_ftn6">[6]</a>, los 30 años de la Conferencia de Buenos Aires sobre CTPD (1 a 3 de diciembre). La declaración final ha reafirmado los principios rectores de la CSS y ha proclamado enfáticamente que la CSS no debe ser vista como AOD, pues se basa en una relación de asociación entre iguales basada en la solidaridad (punto 18). Como colofón, se celebrará en Nueva York, el 19 de diciembre, el 6º día internacional de la CSS de Naciones Unidas, que vendrá precedido por la realización de la 2º Feria Mundial sobre CSS bajo el lema Soluciones Sur–Sur para el Desarrollo<a href="http://blogceiri.com.br/wp-admin/#_ftn7">[7]</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">En conclusión, después de más de medio siglo, la CSS se configura como uno de los principales espacios de innovación y transformación en la cooperación internacional. A la innovación contribuyen los sectores diversificados en los que se despliega la CSS (por ejemplo, la transferencia de conocimientos en la producción de biocombustibles, bancos de leche humana o programas de transferencias de renta condicionadas, por citar el caso de la cooperación brasileña), la diversidad de actores del Sur implicados, la apertura de canales adicionales de comunicación (redes) y las metodologías de aprendizaje que crean confianza y capacidades entre los países en desarrollo. A la transformación contribuyen factores como el creciente peso de los países emergentes en el Sur, las oportunidades que la crisis económica internacional abre a la búsqueda de soluciones entre países del Sur y la combinación de tendencias como la “retirada de donantes” o la concentración de la AOD en países menos avanzados, lo que abre el juego de la oferta cooperativa y contribuye a la reducción de situaciones de monopolio en el suministro de la ayuda.</p>
<p style="text-align: justify;"> <strong><cite class="aligncenter">Este Artigo foi publicado originalmente em: <span style="WIDOWS: 2; TEXT-TRANSFORM: none; TEXT-INDENT: 0px; BORDER-COLLAPSE: separate; FONT: medium 'Times New Roman'; WHITE-SPACE: normal; ORPHANS: 2; LETTER-SPACING: normal; COLOR: #000000; WORD-SPACING: 0px; -webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px; -webkit-text-decorations-in-effect: none; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px"><span style="BORDER-COLLAPSE: collapse; FONT-FAMILY: arial, sans-serif; FONT-SIZE: 13px"><a style="COLOR: #0065cc" href="http://www.fundacioncarolina.es/es-ES/nombrespropios/Documents/NPBAyllón0912.pdf" target="_blank">http://www.fundacioncarolina.es/es-ES/nombrespropios/Documents/NPBAyllón0912.pdf</a></span></span></cite></strong></p>
<hr style="text-align: justify;" size="1" />
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://blogceiri.com.br/wp-admin/#_ftnref1">[1]</a> Definición recogida en el III Informe de la CSS en Iberoamérica (2009), publicado por SEGIB y disponible en <a href="http://www.segib.org/upload/Sur-Surweb.pdf">http://www.segib.org/upload/Sur-Surweb.pdf</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://blogceiri.com.br/wp-admin/#_ftnref2">[2]</a> LECHINI, Gladys: “La Cooperación Sur – Sur y la búsqueda de autonomía en América Latina ¿Mito o realidad?”, Revista Relaciones Internacionales, Universidad Autónoma de Madrid, nº 12, octubre, 2009, disponible en <a href="http://www.relacionesinternacionales.info/revista/revista/N12/pdf/artlechini12.pdf">http://www.relacionesinternacionales.info/revista/revista/N12/pdf/artlechini12.pdf</a></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://blogceiri.com.br/wp-admin/#_ftnref3">[3]</a> BOBIASH, Daniel: <em>South–South Aid. How Developing Countries Help Each Other</em>, ST. Martin Press, N.York, 1992.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://blogceiri.com.br/wp-admin/#_ftnref4">[4]</a> Informe del Secretario General de Naciones Unidas: “Tendencias y avances de la cooperación internacional para el desarrollo”, presentado al Foro de Cooperación para el Desarrollo, 23 de mayo de 2008 (E/2008/69).</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://blogceiri.com.br/wp-admin/#_ftnref5">[5]</a> <a href="http://www.oecd.org/dataoecd/40/4/44006073.pdf">http://www.oecd.org/dataoecd/40/4/44006073.pdf</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://blogceiri.com.br/wp-admin/#_ftnref6">[6]</a> <a href="http://southsouthconference.org/">http://southsouthconference.org/</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://blogceiri.com.br/wp-admin/#_ftnref7">[7]</a> <a href="http://www.southsouthexpo.org/">http://www.southsouthexpo.org/</a></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<a class="google_buzz"  
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		<title>PROJETO FX-2: PORQUE ESTÃO IGNORANDO AS QUESTÕES ESSENCIAIS?</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Dec 2009 16:11:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Suano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[FAB]]></category>
		<category><![CDATA[França]]></category>
		<category><![CDATA[Marcelo Suano]]></category>
		<category><![CDATA[projeto FX-2]]></category>
		<category><![CDATA[Suécia]]></category>

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		<description><![CDATA[Após o anúncio do presidente Lula sobre a vitória do Rafale na concorrência para aquisição de caças para a Força Aérea Brasileira (FAB), os analistas, entre a surpresa e a tristeza, se perguntaram duas coisas: Primeiro, por qual razão, ou razões, foi anunciado com tanta antecedência, senão o resultado, ao menos a preferência do presidente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: arial, sans-serif; line-height: normal; border-collapse: collapse; "> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: normal; text-align: justify; "><a href="http://blogceiri.com.br/wp-content/uploads/2009/12/fx2_br_3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-114" title="fx2_br_3" src="http://blogceiri.com.br/wp-content/uploads/2009/12/fx2_br_3.jpg" alt="fx2_br_3" width="256" height="320" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: normal; text-align: justify; ">
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: normal; text-align: justify; ">
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: normal; text-align: justify; ">
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: normal; text-align: justify; ">
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: normal; text-align: justify; "><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: 'Times New Roman'; ">Após o anúncio do presidente Lula sobre a vitória do Rafale na concorrência para aquisição de caç<span class="il">as</span> para a Força Aérea Brasileira (FAB), os analistas, entre a surpresa e a tristeza, se perguntaram duas coisas:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: normal; text-align: justify; "><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: 'Times New Roman'; "><br />
</span></p>
<ol style="margin-top: 0cm; " type="1">
<div class="im" style="color: #500050; ">
<li class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; color: black; line-height: normal; text-align: justify; "><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'; ">Primeiro, por qual razão, ou razões, foi anunciado com tanta antecedência, senão o resultado, ao menos a preferência do presidente brasileiro pela aquisição dos caç<span class="il">as </span>franceses.</span></li>
<li class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; color: black; line-height: normal; text-align: justify; "><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'; ">Segundo, qual a vantagem de uma aliança tão ampla entre Brasil e França, em termos de política internacional e para a nossa política externa?</span></li>
</div>
</ol>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: normal; text-align: justify; "><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: 'Times New Roman'; ">Com relação à primeira questão, ela será tratada rapidamente, para evitar leviandade; especulações que, embora verossímeis e prováveis, necessitam de comprovação factual, testemunhal e documental; mas, principalmente, para não tratar de uma questão sobre a qual certamente já devem existir pessoas pesquisando.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: normal; text-align: justify; "><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: 'Times New Roman'; "><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: normal; text-align: justify; "><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: 'Times New Roman'; ">No entanto, não se pode ignorar um fato que explica o porquê se fez essa primeira pergunta: a forma como Aeronáutica brasileira vem conduzindo o processo de concorrência entre <span class="il">as</span>empresas está sendo vista pela sociedade internacional como um modelo de competência profissional, transparência e legitimidade, sem perder nos quesitos que tocam os segredos estratégicos. Tanto, que se anunciou, em jornais, que alguns países estavam aguardando o resultado brasileiro para, em suas respectivas concorrências futuras, posicionarem-se a respeito dos concorrentes que participaram do nosso caso.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: normal; text-align: justify; "><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: 'Times New Roman'; "><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: normal; text-align: justify; "><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: 'Times New Roman'; ">O anúncio do Presidente Lula abalou <span class="il">porque</span> interrompeu um trabalho que destacaria o Brasil e a sua Força Aérea diante do mundo, trazendo dúvidas sobre a seriedade de uma condução, pois, em uma de suas cláusulas, há, no mínimo, a necessidade do cumprimento do chamado BAFO (Best And Final Offer), “Melhor Oferta Final”. Ou seja, que se espere, até o último instante, uma oferta dos concorrentes em melhores condições para aquele que compra.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: normal; text-align: justify; "><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: 'Times New Roman'; ">Interromper, com quarenta e seis dias de antecedência, um processo que ainda esperava pela entrega dos relatórios técnicos finais da Aeronáutica Brasileira deixou todos, no mínimo, curiosos e, por isso, levantou tantos questionamentos. Por que interromper, naquele momento, algo que pode nos ser muito mais benéfico em futuro breve (23 de outubro de 2009)? Na seqüência do acontecimento, apareceram os constrangimentos explícitos, com reuniões e os anúncios, do Ministério da Defesa, de que o processo se mantinha, tendo sido afirmado apenas que começava a negociação com a França sobre o caça francês, sendo isso o que o presidente brasileiro quis dizer; e da Força Aérea Brasileira, informando que o relatório seria enviado e, assim, cumprida a função de apontar o equipamento mais adequado, dentro das exigências estipuladas, deixando para o Chefe do Executivo a tarefa de escolher, usando de critérios estratégicos e políticos.<span id="more-89"></span><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: normal; text-align: justify; "><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: 'Times New Roman'; "><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: normal; text-align: justify; "><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: 'Times New Roman'; ">Outra questão se levanta, para quem tem hábito de analisar discursos e comportamentos: se o concorrente francês estivesse na liderança, pelo critério técnico, haveria tanta preocupação da Aeronáutica em mostrar que, caso não seja preferido o melhor equipamento, ele não será escolhido por incompetência dos profissionais militares que se prontificaram em trabalhar diuturnamente e cumpriram seus compromissos com competência e dignidade, estando a FAB a salvo de quaisquer críticas e julgamentos da história?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: normal; text-align: justify; "><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: 'Times New Roman'; "><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: normal; text-align: justify; "><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: 'Times New Roman'; ">Assim, a única forma de explicar a escolha anunciada, tão apressadamente, apesar dos atuais retrocessos, seriam os critérios “estratégicos” e “políticos”, que cabem ao Presidente da República.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: normal; text-align: justify; "><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: 'Times New Roman'; "><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: normal; text-align: justify; "><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: 'Times New Roman'; ">Isso merece reflexões, pois também incide sobre a segunda pergunta feita pelos analistas a respeito das vantagens no cenário internacional que o Brasil terá, se confirmada a escolha anunciada pelo presidente Lula, deixando de lado os demais concorrentes.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: normal; text-align: justify; "><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: 'Times New Roman'; "><br />
</span></p>
<div class="im" style="color: #500050; ">
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: normal; text-align: justify; "><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: 'Times New Roman'; ">Foram apresentadas algumas reflexões sobre isso, apesar de a maioria dos analistas ter ficado contra, ou não ter se posicionado. Elas transitam sobre dois pontos para estruturarem a resposta que dão: há uma corrida armamentista na America do Sul e ela está sendo feita com apoio de grandes atores, os quais <span class="il">estão</span> agindo no continente, por intermédio de acordos militares e venda de armamentos de ponta.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: normal; text-align: justify; "><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: 'Times New Roman'; "><br />
</span></p>
</div>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: normal; text-align: justify; "><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: 'Times New Roman'; ">De acordo com a lógica desses argumentos, o cenário sul-americano se encontra dividido em três blocos: um, tendo os bolivarianos, que por escolha do presidente venezuelano Hugo Chávez, elegeu como parceiro comercial-militar a Rússia, mas <span class="il">estão</span> em desvantagem estratégica, pois, além de não receberem a transferência de tecnologia, tem uma relação de inferioridade com os Russos. O outro bloco é dos anti-bolivarianos, configurados explicitamente na Colômbia e no Peru, que tem apoio e investimentos diretos dos EUA, sendo desproporcional a relação de poder entre eles; e o terceiro bloco seria o dos neutros, ou negociadores, que <span class="il">estão</span> mais preocupados com seus interesses individuais que em defender-se de inimigo iminente e/ou em projeção de poder.</span></p>
<div class="im" style="color: #500050; ">
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: normal; text-align: justify; "><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: 'Times New Roman'; ">Neste último grupo estaria o Brasil, que, pela sua importância internacional, seria envolvido em qualquer problema na região, além de ter de acompanhar a “competição militar”, para fazer frente a quaisquer problemas. Devido ao fato de ter deficiência em equipamentos, lhe é necessário um parceiro para auxiliá-lo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: normal; text-align: justify; "><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: 'Times New Roman'; "><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: normal; text-align: justify; "><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: 'Times New Roman'; ">A resposta dada por aqueles poucos que se pronunciaram apoiando a escolha francesa é de que a França representa uma parceira sem desnível, pois os dois países são similares e, por isso, podem formar um bloco a parte que servirá, tanto para responder à corrida armamentista na América do Sul, como para agir no cenário mundial e, também, para confrontar a influência norte-americana!!!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: normal; text-align: justify; "><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: 'Times New Roman'; "><br />
</span></p>
</div>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: normal; text-align: justify; "><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: 'Times New Roman'; ">Por isso, <span class="il">estão</span> explicadas <span class="il">as</span> exclusões dos EUA, que seria visto como um antagonista, devido à desproporcionalidade da relação de poder entre ambos, além de ser concorrente imediato dos brasileiros aqui na América do Sul (!!!),<span> </span>e da Suécia, por não ter a “importância” da França!!!! Curiosamente, o presidente brasileiro afirmou, na semana anterior ao dia “7 de Setembro”, que a “França era o único pais ‘importante’ que estava disposto a compartilhar tecnologia!!!! Eis uma afirmação que tem muitos problemas, especialmente no silêncio sobre a importância da Suécia.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: normal; text-align: justify; "><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: 'Times New Roman'; "><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: normal; text-align: justify; "><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: 'Times New Roman'; ">Primeiro, é possível que esteja ocorrendo uma corrida armamentista no continente, mas essencialmente entre Colômbia e Venezuela e, em função da “projeção de poder” do presidente Chávez, ela está sendo disseminada para os seus aliados e antagonistas da região.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: normal; text-align: justify; "><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: 'Times New Roman'; "><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: normal; text-align: justify; "><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: 'Times New Roman'; ">Contudo, o importante que deve ser destacado é que os analistas não <span class="il">estão</span> percebendo a nova lógica das relações internacionais: apesar de ainda se agir em termos de política de poder, o que impera é a tendência para a Cooperação Internacional, Negociação Internacional e Diplomacia, estando às estratégias e políticas externas dos países voltadas mais para aquilo que se chama “Soft Power” (Poder Brando), ou seja, de forma resumida e com muitas perdas, o “poder de negociação”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: normal; text-align: justify; "><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: 'Times New Roman'; "><br />
</span></p>
<div class="im" style="color: #500050; ">
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: normal; text-align: justify; "><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: 'Times New Roman'; ">Para esse tipo de poder vale, principalmente, a diversidade de parceiros comerciais, parceiros militares e parceiros políticos no sistema internacional. Ao invés de alinhamentos automáticos com um único aliado, o essencial é a capacidade de diversificação. Não era essa a crítica que se fazia antes de 2002?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: normal; text-align: justify; "><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: 'Times New Roman'; "><br />
</span></p>
</div>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: normal; text-align: justify; "><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: 'Times New Roman'; ">Deve-se destacar ainda a falta de percepção de que isso não ocorre por bondade, mas pela mudança na economia internacional, que viu surgir a “globalização da cadeia produtiva”, ou seja, <span class="il">as</span> empresas <span class="il">estão</span> espalhando a sua linha de produção em pedaços por vários países do mundo, de forma que, hoje, quanto mais um país está inserido juntamente com vários outros na cadeia produtiva mundial, mais ele está distante da possibilidade de viver uma guerra e mais ele ganha em importância, capacidade de decisão e de entrada no mercado mundial.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: normal; text-align: justify; "><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: 'Times New Roman'; "><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: normal; text-align: justify; "><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: 'Times New Roman'; ">Exatamente por essa questão que a escolha por fazer todos os acordos “comerciais/ tecnológicos/militares”<span> </span>com um único parceiro significa o oposto do que o presidente brasileiro anunciou até agora como o grande objetivo do nosso país: ser um novo grande<span> </span>ator global, com capacidade de decidir o cenário internacional</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: normal; text-align: justify; "><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: 'Times New Roman'; "><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: normal; text-align: justify; "><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: 'Times New Roman'; ">Isso não significa que não se deva investir em defesa e trabalhar no seu desenvolvimento tecnológico. Pelo contrário, os conflitos localizados continuam e podem se intensificar, devido aqueles países que não aceitam entrar na produção mundial; buscam voltar ao século passado, quando os países agiam em blocos ideológicos; ou que tentam entrar na cadeia, mas não querem respeitar <span class="il">as</span> necessidades da produção e, por isso, não negociam.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: normal; text-align: justify; "><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: 'Times New Roman'; "><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: normal; text-align: justify; "><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: 'Times New Roman'; ">Essa é uma necessidade, enquanto o mundo não alcançar o patamar de governança que se busca por meio dos trabalhos, metodologias e técnicas de cooperação feitas por milhares de profissionais no globo. Além disso, à transferência e produção da tecnologia se espalha para todos os setores e produz desenvolvimento econômico que, se bem conduzido, também gera desenvolvimento social.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: normal; text-align: justify; "><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: 'Times New Roman'; "><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: normal; text-align: justify; "><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: 'Times New Roman'; ">Deve-se destacar ainda que a afirmação do presidente Lula sobre a França ser o único país “importante” a transferir tecnologia nos traz muitas interrogações! Primeiramente, aceita-se que existem dificuldades de os EUA autorizarem a transferência e não se discute a sua importância, mas, não colocar a Suécia como país ‘importante”, não pode ser só uma questão de desconhecimento!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: normal; text-align: justify; "><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: 'Times New Roman'; "><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: normal; text-align: justify; "><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: 'Times New Roman'; ">Inicialmente, a Suécia, pelo último ranking, está quatro posições na frente da França em termos de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Os suecos <span class="il">estão</span> em sétimo e os Franceses em décimo primeiro. A Suécia é um modelo de negociação internacional e investe constantemente no estabelecimento de instituições internacionais, tem uma das economias que mais se destacam na Europa (embora seu PIB seja inferior ao da França) e ocupa a presidência da União Européia, com a esperança dos demais membros do Bloco, de que sua reconhecida competência dê um direcionamento para os europeus, corrigindo os erros a gestão que a antecedeu, que tem recebido severas críticas dos demais membros.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: normal; text-align: justify; "><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: 'Times New Roman'; "><br />
</span></p>
<div class="im" style="color: #500050; ">
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: normal; text-align: justify; "><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: 'Times New Roman'; ">A tradição dos suecos nas defesas dos interesses coletivos, dos Direitos Humanos e seus investimento na “governança global” (que prega a participação ampliada dos atores nas tomadas de decisão em nível mundial) dão-lhe um destaque que deveria ser melhor considerado, por estar mais de acordo com <span class="il">as</span> propostas daqueles que desejam mudar a configuração do mundo e anunciam que, hoje, não se pode organizar o cenário internacional com apenas sete, ou oito países.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: normal; text-align: justify; "><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: 'Times New Roman'; "><br />
</span></p>
</div>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: normal; text-align: justify; "><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: 'Times New Roman'; ">Ademais, a Suécia tem um parque industrial e tecnológico de alto nível, com empresas agindo no mundo inteiro e, no tocante a tecnologia de caç<span class="il">as</span> de combate, é um dos únicos países do globo que fabrica, tendo vencido, aproximadamente, dois terços das concorrências nas quais participou, vencendo, inclusive, na Escola de Pilotos do Reino Unido. Esses são elementos para mostrar que a Suécia é “importante”, apesar deter sido desconsiderada. Além disso, os suecos também <span class="il">estão</span> ofertando a possibilidade de transferir total de tecnologia e transferência de um parque industrial, com vistas não apenas a conquistar o mercado regional, mas em intensificar a inserção dos dois países (Brasil e Suécia) na cadeia produtiva global, dando grande amplitude ao Brasil, além da quantidade de empregos que pode gerar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: normal; text-align: justify; "><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: 'Times New Roman'; "><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: normal; text-align: justify; "><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: 'Times New Roman'; ">Dentro da nova lógica das relações internacionais, o Brasil ganha com a diversificação de parceiros para um acordo militar, tanto politicamente, quanto estrategicamente. Primeiro,<span class="il">porque</span> se evita olhar o mundo com os olhos do século XX, o que não traz ganho em nenhum sentido.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: normal; text-align: justify; "><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: 'Times New Roman'; "><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: normal; text-align: justify; "><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: 'Times New Roman'; ">De acordo com essa visão antiga, devem-se criar blocos de confronto militar, com a novidade de que agora o grande inimigo são os EUA. Convenhamos, os norte-americanos não são um grande inimigo, são um ator que quer negociar. Se não oferecerem <span class="il">as</span> melhores condições, é só dizer não e vamos negociar com outro. Eles são sábios o suficiente para entender isso e tentar outra negociação.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; line-height: normal; text-align: justify; "><span style="font-size: 12pt; color: black; font-family: 'Times New Roman'; "><br />
</span></p>
<div class="im" style="color: #500050; ">
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; text-align: justify; "><span style="color: black; "><span style="font-size: small;"><span style="font-family: 'Times New Roman';">Deve-se ressaltar ainda que, na atual conjuntura em que o Brasil adquire maior projeção, é importante manter negociações amplas com os EUA, os quais nos percebem como um grandioso parceiro, apesar de alguns discursos que são pronunciados por autoridades brasileiras.</span></span></span></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; text-align: justify; "><span style="color: black; "><span style="font-size: small;"><span style="font-family: 'Times New Roman';"><br />
</span></span></span></p>
</div>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; text-align: justify; "><span style="color: black; "><span style="font-size: small;"><span style="font-family: 'Times New Roman';">Os norte-americanos sabem ainda que o Brasil tem tendência maior à negociação que ao confronto e, por isso, está aberto às parcerias. A novidade está na atual possibilidade que nós temos de impor limites e solicitar ações com benefícios mútuos, algo com o qual os EUA não discordam. A questão que precisa ser observada e corrigida, e às vezes leva à interpretação de que os norte-americanos não negociam se não lhes for excepcionalmente benéfico, é o fato de lá existirem instituições e legislações adequadas para tratar das <span class="il">questões</span>gerais e específicas sobre quaisquer negócios, trazendo credibilidade institucional e segurança jurídica ao processo, enquanto que no Brasil ainda se está a construir tais instituições e legislação. Deste problema também sofrem os suecos, que igualmente dispõem de instituições e legislações e, por isso, ficam à espera que o mesmo tratamento se dê aqui.</span></span></span></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; text-align: justify; "><span style="color: black; "><span style="font-size: small;"><span style="font-family: 'Times New Roman';"><br />
</span></span></span></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; text-align: justify; "><span style="color: black; "><span style="font-size: small;"><span style="font-family: 'Times New Roman';">Assim, politicamente, os ganhos do Brasil, não parecem ser muito grandes em fazer uma parceria quase que exclusiva com os franceses. Com eles já se fechou um acordo de R$ 22,5 bilhões de reais e já se tem excelente trânsito. <span class="il">Porque</span> perder a chance política de ter acordos e parcerias com variados e diversos atores no mundo. Isso é o que importa no mundo atual e não fazer bloco para ameaçar outro ator que pode estar sendo excluído da possibilidade de ser um grande parceiro futuro.</span></span></span></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; text-align: justify; "><span style="color: black; "><span style="font-size: small;"><span style="font-family: 'Times New Roman';"><br />
</span></span></span></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; text-align: justify; "><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;">Além disso, em termos estratégicos, até o momento, são raros os estrategistas e analistas que afirmam ser positivo para um Estado fazer parceria técnico-militar com um único aliado. Apenas em casos e conjunturas específicas, bem diferentes da atual.</span></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; text-align: justify; "><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><br />
</span></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; text-align: justify; "><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;">Sendo assim, espera-se que até o dia 23 de outubro, <span class="il">questões</span> como essas sejam consideradas, pois são <span class="il">questões</span> de Estado, que afetam o futuro do país e determinam uma vocação para a história. Que <span class="il">as</span> luzes de nossos estadistas do passado iluminem <span class="il">as</span> mentes daqueles que desejam se tornar estadistas, aos olhos das gerações futuras.</span></p>
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		<title>Hacia una visión de capitalismo integral en Haití</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Sep 2009 23:57:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jean Garry Denis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cooperação Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[capitalismo integral]]></category>
		<category><![CDATA[desarrollo social]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento social]]></category>
		<category><![CDATA[Gramen Bank LTD]]></category>
		<category><![CDATA[Haiti]]></category>
		<category><![CDATA[Jean Garry]]></category>
		<category><![CDATA[poder aquisitivo]]></category>

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		<description><![CDATA[Hablar del capitalismo a partir de una visión humana, social y integral implica alimentar una polémica fuerte sobre la historia de las grandes ideas económicas y del surgimiento del pensamiento capitalista, sobretodo en un país como Haití donde los indicadores macroeconómicos son muy alarmantes y que constituye el símbolo lo mas visible de la miseria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Hablar del capitalismo a partir de una visión humana, social y integral implica alimentar una polémica fuerte sobre la historia de las grandes ideas económicas y del surgimiento del pensamiento capitalista, sobretodo en un país como Haití donde los indicadores macroeconómicos son muy alarmantes y que constituye el símbolo lo mas visible de la miseria y de la explotación al nivel del hemisferio occidental.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">La teoría marxista tradicional considera al capitalismo como un sistema perverso que favorece solamente a las clases dominantes y que tiene como única motivación, la ganancia. Desarrollo social y capitalismo son considerados como dos conceptos mutualmente exclusivos; de ahí sale la concepción que el capitalismo es responsable del fortalecimiento del proceso de exclusión e incompatible con los valores de progreso, igualdad y protección del medio ambiente. Según las Naciones Unidas, 20% de los más ricos de la población mundial en 1960 tenían aproximadamente mas 70% de los bienes, al inicio de la década 2000 esta cifra llego al 85%.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta desigualdad extrema en la distribución de las riquezas fortalece la opinión que los pobres que representan más del ¾ de la población mundial no pueden participar a la economía del mercado. Según datos del Banco Mundial, las personas con un ingreso menos de 2 dólares al día representan actualmente más de 4 mil millones de personas. Si persiste esta tendencia, serán más de 6 mil millones dentro de 40 anos. Este desequilibrio provocaría con más fuerza un efecto boomerang e imprevisible sobre el sistema: descontento, extremismo, decadencia social, terrorismo, destrucción del medio ambiente etc.</p>
<p style="text-align: justify;">A pesar de este resultado catastrófico, el sistema capitalista ha demostrado tener una excelente capacidad en la producción eficiente de los bienes y servicios, contrariamente a las diferentes experiencias socialistas que no han sido capaces llenar las expectativas en término de producción y creación de riquezas. Sin embargo se ha puesto mucho mas énfasis en los cuestiones sociales en el sistema de planificación socialista, resultó ser mas equitativa en la repartición de las riquezas económicas, de todo no se refiere aquí a la utopía de la sociedad igualitaria que parece mas a un sueño ideológico que a un proyecto realista.<span id="more-83"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Es importante poner las bases de un nuevo sistema mucho mas dinámico y integrador para reducir la pobreza absoluta en la cual vive los ¾ de la población mundial y eliminar las barreras sociales. En este sentido vamos a analizar el papel de la economía y de las estrategias de globalización a través de una nueva visión del capitalismo integral.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>¿Quid del capitalismo integral?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Se refiere a veces al socialismo de mercado para hablar del capitalismo integral, en el marco de esta reflexión consideramos al capitalismo integral como un sistema que concilia ganancia y protección del medio ambiente, ganancia y desarrollo social, ganancia y equidad; contrariamente a la lógica dominante, en nuestro país y otra parte del mundo, que asocia habitualmente ganancia y riqueza a la explotación, robo y saqueo. Queremos hablar de una nueva forma de organización capitalista que no se preocupa únicamente de los mercados portadores de los países industrializados y emergentes, pero que facilita la integración de los miles millones de pobres de los países en desarrollo a la economía del mercado y que considera que la creación de la riqueza se encuentra en la base del pirámide a través del comercio equitativo, la inversión productiva, sostenible y responsable. La base de la pirámide es un concepto desarrollado por el economista indio C. K. Prahalad para referirse a los 4 mil millones de pobres viviendo con menos de 2 dólares al día.</p>
<p style="text-align: justify;">La inversión productiva que efectúa las empresas privadas en la base de la pirámide es propicia para sacar de la pobreza miles de millones de personas. La base de la pirámide constituye un reto estratégico de gerencia para las empresas privadas: vender a los pobres ayudándolos a mejorar sus cualidades de vida, produciendo y distribuyendo productos culturalmente aceptables, ecológicamente durables y económicamente rentables.</p>
<p style="text-align: justify;">Para apreciar el potencial de este mercado, es importante deshacerse de un conjunto de suposiciones y ortodoxias:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>
<p align="justify">los pobres no constituyen un mercado rentable</p>
</li>
<li>
<p align="justify">no pueden pagar los productos</p>
</li>
<li>
<p align="justify">no pueden apreciar las nuevas tecnologías</p>
</li>
<li>
<p align="justify">es imposible conciliar lo económico y lo social</p>
</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Invertir en el mercado de los pobres de los pobres implica analizar y tomar en cuenta un conjunto de condiciones fundamentales:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1- Creación poder adquisitivo</strong></p>
<p style="text-align: justify;">La creación del poder adquisitivo depende de todo un proceso de capitalización de los pobres a partir de una política de crédito adaptado. Históricamente los pobres no tienen acceso al crédito comercial y bancario. Como lo demuestra el brillante economista Peruano, Hernando de Soto en su libro, El misterio del capital: ¿Porqué el capitalismo triunfa en occidente y fracasa en el resto del mundo?, el crédito comercial es esencial para construir una economía de mercado prospero. El acceso de los pobres al crédito es un instrumento indispensable para convertir los pobres en empresarios y consumidores activos, y luchar en contra de la exclusión económica. En este sentido hay que desviarse de los obstáculos de las instituciones financieras clásicas e implementar estrategias novadoras para facilitar el acceso al crédito a las personas que no disponen de una hipotecaria.</p>
<p style="text-align: justify;">Examinemos la experiencia de Gramen Bank LTD en Bengladesh, cuyo propietario tuvo el Premio Nóbel de Paz de las Naciones Unidas por el ano 2006. Grameen Bank es pionero en el servicio de préstamos para los pobres, ha inspirado a miles de micro prestamistas atendiendo a 25 millones de clientes en todo el mundo, incluyendo las naciones ricas como Estados unidos y Gran Bretaña.</p>
<p style="text-align: justify;">El programa de Grameen Bank esta diseñado para manejar los problemas implícitos en la extensión de créditos a clientes de bajos ingresos. Los candidatos para préstamos deben tener sus propuestas cuidadosamente evaluadas y respaldadas por cinco personas de la comunidad que no sean miembros de su familia. Los agentes de ventas y servicios del banco visitan el pueblo con frecuencia para conocer a las personas que tienen préstamos y los proyectos en los que se suponen los deben invertir. De esta manera las operaciones se realizan en el marco de une gestión simple y adaptada, sin los pesados tramites burocráticos y el lenguaje críptico del occidente. Grameen Bank ha logrado una tasa de reembolsos del 95 por ciento, mas que cualquier otra instituciones financieras tradicionales.</p>
<p style="text-align: justify;">En Haití durante estos últimos anos, asistimos a la aparición de micro créditos al nivel los bancos tradicionales y otras empresas de promoción de las pequeñas y medianas empresas. La actividad es tan importante que todos los bancos haitianos tienen ahora un departamento especializado para préstamos de micro crédito.</p>
<p style="text-align: justify;">Valoramos el esfuerzo de estas instituciones financieras que comienzan a entender la importancia social y económica de capitalizar el mercado que se encuentra en la base de la pirámide en el país, cuando se considera que el país tiene los indicadores macroeconómicos los más bajos de la región y con un peso muy alto del sector informal en la economía.</p>
<p style="text-align: justify;">De todo modo este esfuerzo merece ser consolidad y fortalecido en el objetivo de adaptar la gestión de estas actividades a la realidad económica, social y cultural del mercado. En la mayoría de los tiempos las tasas de intereses son prohibitivos y demasiados altos, las operaciones inadecuados y el personal inadaptado. Se considera a esta actividad como el prolongamiento de los mecanismos tradicionales de gestión del banco clásico. Se aleja de toda lógica de capitalismo integral que consiste a conciliar ganancia y desarrollo social en el objetivo de capitalizar los sectores los más vulnerables de la sociedad a través de una política de crédito.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2-  Anticipar las necesidades:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Trabajar al nivel de la base de la pirámide implica tener una capacidad inmensa de anticipación y adaptación de las necesidades y productos. Este factor supone la concepción de productos culturalmente aceptables y ecológicamente durables, a través de investigaciones orientadas a las realidades de este mercado.</p>
<p style="text-align: justify;">Los servicios de electricidad, agua, nuevas tecnologías constituyen fuentes de oportunidad para la comercialización de un conjunto de productos y servicios en Haití y en otros países en desarrollo. Por ejemplo, una ONG radicada Estados Unidos, Solar Electric light Fund, ha adaptado tecnología con mucha creatividad. Ha utilizado micro créditos para llevar servicio de energía eléctrica a gentes de pueblos remotos de Asia y África que de otra forma gastaría su dinero en elementos peligrosos como keroseno, velas, madera para iluminar y cocinar. La base de este sistema consiste a generar la energía a pequeña escala y en el sitio con recursos renovables. Para comercializar este servicio a las comunidades rurales en india, Sri Lanka, Tanzania, Sudáfrica etc., SELF ha utilizado política de crédito que consiste a proveer los medios financieros a las comunidades para que estas vuelvan a ser dueños y operadores del sistema eléctrico. Esta actividad fue un éxito y ahora la compañía ha empezado a extender sus actividades en otras regiones del mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Si consideramos la tasa de penetración del servicio de electricidad y Internet en el país las cifras son insignificantes, comparativamente a otros países de la región. Para el Internet las cifras son tan insignificantes que en las estrategias del Gobierno Electrónico del Banco Interamericano de Desarrollo, no se menciona ni siquiera los datos del país. Con una estrategia de comercio equitativo, es posible vulgarizar el uso del servicio de energía eléctrica y recobrar la brecha numérica con los demás países del continente.</p>
<p style="text-align: justify;">La experiencia de SELF podría ser repetida para otras compañías interesadas a ofertar servicio de electricidad en Haití. Por ejemplo en Mole Saint Nicolás, pueble remoto del Noroeste del país, las muy pocas casas con energía eléctrica usa la fuente eolia. Hasta este momento no se ha realizado ningún estudio para realizar la oportunidad de integrar esta fuente de energía en la red eléctrica nacional para facilitar servicio de electricidad a las regiones rurales del país.</p>
<p style="text-align: justify;">Para el Internet la conexión inalámbrica constituye un excelente medio para el acceso de las regiones atrasadas del mundo a las nuevas tecnologías. En Haití, Este servicio es una fuente de oportunidades para las empresas privadas que quieren vulgarizar este servicio al mercado de los sectores humildes. Ahora se están desarrollando en muchos países del mundo el concepto de un PC/Persona que consiste a comercializar des computadoras portátiles al menor precio posible. La articulación de este concepto en Haití a la tecnología inalámbrica, facilitaría el acceso a las nuevas tecnología de la informaciones a millones de hogares remotos del país.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3- Reducción de las estructuras de costos</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Las condiciones de ventas sobre este mercado suponen la modificación de las estructuras tradicionales de costos para vender a un costo bajo. Eso no significa vender a un precio inferior a sus costos, la gratuidad absoluta nunca ha existido en ningún sistema económico, pero vender a un precio que toma en cuenta el poder adquisitivo de los pobres para generar ganancias aceptables en el marco de los beneficios procurados por las ventajas de la economía de escala.</p>
<p style="text-align: justify;">Para ilustrar este aspecto en Haití, examinemos la entrada de la compañía Digicel en el mercado de la telefonía celular. Esta compañía ha enfocado una estrategia de mercado orientada hacia la base de la pirámide. Ha dinamizado el mercado de la telefonía celular, reduciendo considerablemente el precio de los servicios: gratuidad de las llamadas entrantes, disminución precio de las llamadas salientes, disminución precio de los aparatos. En un ano, esta compañía ha obtenido un resultado comparativamente superior a sus tres concurrentes establecidos hace mas de 7 anos en el mercado.</p>
<p style="text-align: justify;">Haciendo de este mercado el blanco de su política de mercadeo, la compañía ha vulgarizado el uso de la telefonía celular en el país y a la vez ha obligado a sus competidores a seguir sus pasos en la reducción considerable de los precios del servicio de telefonía celular. A pesar de esta estrategia de precio, el mercado de la comunicación constituye el sector más rentable y con la más alta tasa de crecimiento de la economía haitiana. Este mercado ha beneficiado las ventajas de la economía de escala debido a la integración más fácil de miles de nuevos demandantes de servicios de telefonía cada mes.</p>
<p style="text-align: justify;">Existen muchos otros sectores de la economía haitiana con este mismo potencial de crecimiento y vulgarización. Examinemos el Internet a pesar de una demanda creciente, el mercado queda elitista y muy marginal izado. Las compañías no han definido estrategias de mercado para vulgarizar el uso de este servicio a través de una política de precio flexible que toma en cuenta el bajo poder adquisitivo de los consumidores potenciales de este servicio.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>4- Redefinir la cuestión social</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Durante mas de 50 anos, el Banco Mundial, las agencias de Financiamientos, los gobiernos nacionales de los países en desarrollo, las ONG y otras instituciones de la sociedad civil, han desempeñado un papel considerable a través de ayudas y donaciones para llevar asistencia a los más pobres, pero han sido incapaces de combatir la pobreza. Para eliminarla, es importante romper con esta lógica asistencialita de la cuestión social.</p>
<p style="text-align: justify;">La nueva orientación de las políticas sociales consiste a considerar los pobres no como un cargo económico o victimas que hay asistir todo el tiempo, pero como empresarios creativos y consumidores activos integrados en las diferentes fases de las actividades del mercado. Consiste aquí a convertir a los pobres como actores de la vida económica a través de las actividades productivas y creación de riquezas.</p>
<p style="text-align: justify;">En el marco de esta redefinición, las ONG tienen una misión importante para articular lo social y lo económico. Su misión consiste a utilizar los principios de la discriminación positiva para acompañar las nuevas dinámicas del mercado y reducir la brecha histórica entre los ricos y los pobres a través actividades productivas sostenibles:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>
<p align="justify">el desarrollo de actividades para capitalizar los pobres</p>
</li>
<li>
<p align="justify">la transformación de recursos productivos en oportunidades</p>
</li>
<li>
<p align="justify">la formación para crear capacidades productivas y convertir los pobres como actores de la economía global</p>
</li>
<li>
<p align="justify">la interconexión de las comunidades pobres para facilitar el intercambio en el marco del comercio equitativo</p>
</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Conclusión:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">El capitalismo integral formula la hipótesis que no se puede combatir la pobreza con ayudas y donaciones sin una real integración de los pobres en las diferentes fases de las actividades de mercado. Durante los 20 últimos anos, Haití fue uno de los países receptores más importantes de la ayuda internacional en el mundo. Sin embargo el país tiene los peores indicadores macroeconómicos y calidades de vida. Durante los últimos 5 anos la situación se empeoró considerablemente.</p>
<p style="text-align: justify;">El liberalismo económico ha creado las condiciones optímales de productividad, pero no ha podido repartir equitativamente los bienes económicos, la experiencia del sistema de planificación socialista ha desempeñado un papel mucho mas equitativa en la distribución de las riquezas, pero no ha podido llenar las expectativas en termino de productividad. Luchar efectivamente para acabar con la pobreza implica integrar los pobres en las diferentes actividades del mercado, organizado alrededor del concepto de crecimiento y desarrollo sostenible a través:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>
<p style="text-align: justify;">Un proceso de capitalización mediante un sistema de crédito adaptado</p>
</li>
<li>
<p align="justify">la creación de productos enfocados en las necesidades de este mercado</p>
</li>
<li>
<p align="justify">la planificación de un sistema de precio flexible que toma en cuenta el bajo poder de compras de los pobres</p>
</li>
<li>
<p align="justify">la redefinición de una nueva visión de la política social que consiste a romper con el viejo paradigma asistencialista</p>
<p align="justify">
<blockquote>
<p align="justify"><strong>Denis</strong><span style="font-size: x-small;"><strong>, J.G.</strong>: <em>&#8220;Hacia una visión de capitalismo integral en Haití&#8221;</em> en Observatorio de la Economía Latinoamericana Nº 83 agosto 2007</span></p>
</blockquote>
</li>
</ul>
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		<title>A DESFRAGMENTAÇÃO DA AMÉRICA LATINA E O BRASIL NO CENÁRIO INTERNACIONAL</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Aug 2009 16:12:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniela Alves</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Conselho de Segurança]]></category>
		<category><![CDATA[MERCOSUL]]></category>
		<category><![CDATA[UNASUL]]></category>

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		<description><![CDATA[No dia 10 de agosto o Equador assumiu a presidência da União Sulamericana de Nações (UNASUL) sendo este um projeto de integração que, nas palavras do chanceler equatoriano, Fander Falconí, busca “construir, de maneira participativa e consensuada, um espaço de integração cultural, social, econômico e político entre seus integrantes, utilizando o diálogo político, as políticas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="AL" src="http://2.bp.blogspot.com/_q7gAJm5rgEs/SlUKqXVdbzI/AAAAAAAABrs/gQ1lsCz_f60/s400/memorial-america-latina.jpg" alt="" width="300" height="400" /></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: justify;">No dia 10 de agosto o Equador assumiu a presidência da União Sulamericana de Nações (UNASUL) sendo este um projeto de integração que, nas palavras do chanceler equatoriano, Fander Falconí, busca “construir, de maneira participativa e consensuada, um espaço de integração cultural, social, econômico e político entre seus integrantes, utilizando o diálogo político, as políticas sociais e a educação”.</p>
<p style="text-align: justify;">Inicialmente, percebe-se que a UNASUL seguirá os passos do MERCOSUL (Mercado Comum do Sul), mas com menos resultados do que este último. A UNASUL tende a se tornar mais um fórum de debates que um Organismo Internacional, pois nasce em clima tenso na América Latina, com diversos conflitos a serem resolvidos na região.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar das poucas possibilidades de sucesso do Órgão, fica sempre presente a questão de o Brasil, devido a sua influência, poder ser o país capaz de mediar o processo de uma integração latino-americana com sucesso.</p>
<p style="text-align: justify;">O Brasil tem participado com destaque em reuniões de Cúpula no âmbito de Grupos como o G-8, G-20, BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), ONU (Organização das Nações Unidas) e em suas agências, entre outros organismos internacionais e em diversos países, sendo qualificado como o líder da América Latina.<span id="more-72"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Nos últimos anos o país tem sido noticiado pela mídia internacional por sua articulação em reuniões e acordos de cooperação com vários países (e a ampliação da cooperação sul-sul), em diversos âmbitos, para angariar adeptos que o apóiem em sua pretensão de obter mais força no cenário internacional e, assim, pleitear de forma segura um lugar no Conselho de Segurança da ONU, com direito a assento permanente e veto, bem como mais poderem Organizações Financeiras Internacionais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI).</p>
<p style="text-align: justify;">Pode-se afirmar que a liderança brasileira na América Latina é um tipo de ilusão de ótica, isto é, uma percepção não realista sobre uma determinada imagem que, quando investigada de perto e com profundidade, mostra não ser aquilo que parecia.</p>
<p style="text-align: justify;">A razão que leva a ilusão da liderança brasileira é a sua projeção de força ou importância internacionalmente reconhecida, surgida por sua capacidade de articulação.</p>
<p style="text-align: justify;">Observa-se que este poder ilusório é um fator positivo nas negociações comerciais bilaterais com outros países (obtendo maior sucesso fora da América Latina), traduzindo-se neste momento em algo concreto pela influência e estabilidade que apresenta. Fato conseguido na medida em que reforça acordos internacionais e mantém boas relações no cenário mundial, o que traz mais confiança ao investidor que deseja realizar negócios no Brasil. Ou seja, a aparente imagem de que o Brasil possui peso cada vez maior nas relações internacionais beneficia as relações comerciais, comprovando que está correta a expressão dos profissionais de comunicação sobre o peso da imagem na negociação: “Imagem é Tudo”. Porém, no âmbito político, está transparente que a projeção de poder do Brasil continua presa na retórica, sem traduzir-se em execução de fato.</p>
<p style="text-align: justify;">Como exemplo, há o problema do MERCOSUL. Ele é um Bloco inacabado, que ainda não alcançou o que se propôs em seu principal âmbito de competência: o comércio. O Bloco não conseguiu ser um fator unificador para mitigar a crise financeira, enfrentando os países-membros mais divergência do que convergência e, exatamente por isso, não se ouve a posição do MERCOSUL sobre a crise financeira e econômica global.</p>
<p style="text-align: justify;">A União Européia se pronunciou, o G-20, o G-8, ASEAN (Associação de Nações do Sudeste Asiático), a APEC (Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico), a ALBA (Alternativa Bolivariana para as Américas), diversos Organismos da ONU, entre outras Organizações Internacionais se posicionaram e apresentaram planos de combate à crise, porém, o MERCOSUL não divulgou nenhuma posição sobre ações conjuntas a serem adotadas pelo Bloco. Isso denota que ele ainda carece de instâncias, ou mecanismos reais, com influência supranacional, para poder negociar e efetivar políticas comuns.</p>
<p style="text-align: justify;">As suas carências na área comercial se repetem na área política com a desintegração interna, ocasionando o seu não-funcionamento como grupo homogêneo e convertendo-o apenas numa rede de cooperação, que age na escala intergovernamental, mas nunca como um Bloco capaz de mediar conflitos.</p>
<p style="text-align: justify;">O Brasil em sua busca por mais força no cenário internacional tem deixado de lado sua projeção na América Latina como um líder concreto, capaz de mediar conflitos e de continuar o processo de integração ainda inacabado.</p>
<p style="text-align: justify;">Entende-se que os interesses são diversos e contrários na região latino-americana e vivemos, na atual conjuntura, uma enorme fragmentação neste espaço do globo, sabendo-se que qualquer ação deve ser realizada com cuidado e atenção, porém, para um país que almeja um lugar como membro permanente no Conselho de Segurança da ONU, o poder aparente não é o bastante.</p>
<p style="text-align: justify;">O Brasil, caso venha a tomar medidas claras para conseguir o êxito de seus pleitos na arena internacional, deverá emergir nos próximos anos como um ator que efetivamente faça mediação dos conflitos existentes na região para torná-la coesa. Assim, a sua posição de importância significativa na América Latina poderá ser usada como argumento chave para torná-lo membro permanente do Conselho de Segurança, pretensão tão almejada pelo país.</p>
<p style="text-align: justify;">
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